A nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, iniciou sua agenda de articulação política com reuniões com líderes do Congresso, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A prioridade do governo é a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 […]
A nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, iniciou sua agenda de articulação política com reuniões com líderes do Congresso, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A prioridade do governo é a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, além de discutir a reforma ministerial que pode ampliar a participação do Centrão. Gleisi também se reuniu com parlamentares para tratar do Orçamento, que deve ser votado na próxima semana.
Em seu primeiro dia, Gleisi enfrentou a resistência de líderes do Centrão e buscou resolver a crise interna do PT, que se intensificou com o vazamento de conversas sobre a sucessão na presidência do partido. O ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, é o candidato preferido de Lula, mas enfrenta oposição interna. Durante um jantar com líderes do Centrão, Gleisi procurou estreitar laços e demonstrar disposição para dialogar com todos os partidos, incluindo os de centro-direita.
A ministra também defendeu a tesoureira do PT, Gleide Andrade, que foi alvo de críticas, afirmando que os ataques a ela são injustos e misóginos. Gleisi destacou a importância de manter a unidade no partido e a necessidade de uma estratégia clara para reverter a queda de popularidade do governo Lula. Durante uma reunião com líderes de esquerda, foram discutidas medidas para reduzir o preço de alimentos e a importância de uma comunicação eficaz para melhorar a imagem do governo.
Além disso, Gleisi se comprometeu a ter uma postura mais próxima do Congresso, prometendo celeridade na liberação de emendas e um diálogo constante com os líderes partidários. O objetivo é pacificar o ambiente na Câmara e garantir a aprovação do Orçamento da União, essencial para a continuidade dos programas do governo. A expectativa é que a proposta de isenção do Imposto de Renda seja apresentada ao Congresso ainda em março.
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