O deputado Evair de Melo, conhecido por seu alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, fez uma solicitação ao Conselho Nacional de Direitos Humanos para que o Ministério Público Federal (MPF) investigue as declarações do presidente Lula sobre a nomeação de Gleisi Hoffmann como uma “mulher bonita” na articulação política do governo. A fala, considerada misógina, […]
O deputado Evair de Melo, conhecido por seu alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, fez uma solicitação ao Conselho Nacional de Direitos Humanos para que o Ministério Público Federal (MPF) investigue as declarações do presidente Lula sobre a nomeação de Gleisi Hoffmann como uma “mulher bonita” na articulação política do governo. A fala, considerada misógina, ocorreu durante um evento no Palácio do Planalto e gerou críticas de parlamentares da oposição. O pedido de investigação destaca que tal declaração perpetua a discriminação contra as mulheres, violando princípios constitucionais.
Gleisi Hoffmann, em defesa de Lula, classificou os ataques da oposição como “machistas e misóginos”, ressaltando que o presidente é “o líder que mais empoderou mulheres”. No entanto, pesquisas recentes, como as da Genial/Questa e Datafolha, indicam um descontentamento crescente entre as mulheres, que representam 52% do eleitorado. As insatisfações estão ligadas tanto às falas de Lula quanto ao aumento dos preços dos alimentos, refletindo uma queda na avaliação positiva do governo.
A situação política em Brasília se intensificou, especialmente após Lula e outros políticos, como o deputado André Janones, trocarem declarações de teor duvidoso. Janones fez comentários sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em resposta a uma fala de Jair Bolsonaro que desqualificava mulheres petistas. Essas interações têm contribuído para um clima de baixaria política, especialmente em um período que deveria ser de celebração pelo Dia Internacional das Mulheres.
A repercussão das declarações de Lula foi significativa, com um levantamento da consultoria Bites mostrando que o episódio gerou 346 mil menções nas redes sociais, das quais 45% foram negativas. Essa foi a segunda pior repercussão do presidente nas redes desde o início de seu mandato. O único episódio mais impactante foi uma comparação feita por Lula entre a atuação israelense na guerra com o Hamas e o tratamento dado por Adolf Hitler aos judeus, que gerou 4,6 milhões de posts e uma taxa de negativos de 75%.
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