Em um novo capítulo de disputas internas na Rede Sustentabilidade, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) acatou um pedido do grupo liderado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e suspendeu a nomeação de delegados associados à ex-senadora Heloísa Helena. A decisão do desembargador Renato Sussel fundamentou-se na ausência desses representantes no censo […]
Em um novo capítulo de disputas internas na Rede Sustentabilidade, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) acatou um pedido do grupo liderado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e suspendeu a nomeação de delegados associados à ex-senadora Heloísa Helena. A decisão do desembargador Renato Sussel fundamentou-se na ausência desses representantes no censo partidário da Executiva estadual da Bahia, destacando que a participação irregular poderia comprometer a validade das deliberações da conferência plenária nacional do partido.
A conferência estadual, realizada no último sábado, 8 de abril, foi marcada por alegações de que o grupo de Heloísa teria realizado filiações em massa sem a devida consulta à direção estadual, infringindo as normas partidárias. O candidato de Marina à presidência do diretório nacional, Giovanni Mockus, comemorou a decisão, afirmando que ela reafirma a necessidade de seguir as regras e que não há espaço para manobras que desrespeitem o estatuto do partido.
Os delegados suspensos têm papel crucial na votação do próximo líder nacional da Rede, uma disputa acirrada entre os grupos de Marina e Heloísa, que culminará no congresso nacional programado para 11 a 13 de abril. Atualmente, os aliados de Heloísa desejam que o secretário de Relações Institucionais de Belo Horizonte, Paulo Lamac, assuma a liderança, enquanto Marina aposta em Giovanni Mockus.
O conflito entre Marina Silva e Heloísa Helena reflete a divisão no diretório nacional da Rede, com divergências que remontam a 2022. As diferenças estão ligadas a visões distintas sobre a ideologia do partido: Marina se identifica como “sustentabilista”, enquanto Heloísa defende o “ecossocialismo”, que busca alinhar a preservação ambiental com mudanças no sistema econômico. Outro ponto de tensão é a relação com o governo federal, onde Marina se integrou à gestão de Lula como ministra, enquanto Heloísa mantém uma postura crítica em relação ao PT desde sua expulsão em 2003.
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