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Congresso se prepara para votar Orçamento de 2025 com superávit de R$ 15 bilhões

- O Congresso Nacional vota hoje o Orçamento da União para 2025, atrasado por crises políticas. - O relator Angelo Coronel apresentou um superávit de R$ 15 bilhões no orçamento. - A aprovação do orçamento permitirá reajustes para servidores e ajustes em programas sociais. - O governo fez cortes e ajustes, como R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família e R$ 3 bilhões no vale-gás. - Se não houver consenso, a votação pode ser adiada para abril, complicando a situação.

O Congresso Nacional se reúne nesta quinta-feira para votar o Orçamento da União de 2025, que deveria ter sido aprovado no ano anterior. A votação foi adiada devido a disputas políticas entre os três poderes, especialmente em relação às emendas parlamentares. Antes da votação em plenário, a proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento, […]

O Congresso Nacional se reúne nesta quinta-feira para votar o Orçamento da União de 2025, que deveria ter sido aprovado no ano anterior. A votação foi adiada devido a disputas políticas entre os três poderes, especialmente em relação às emendas parlamentares. Antes da votação em plenário, a proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento, sob a relatoria do senador Angelo Coronel (PSD-BA), que já apresentou o relatório final. O senador destacou que a equipe econômica do governo Lula sugeriu alterações de última hora, o que contribuiu para o atraso.

O relatório de Coronel prevê um superávit de R$ 15 bilhões, excluindo despesas com precatórios. Ele afirma que o resultado primário do governo central atende à meta estabelecida nas diretrizes orçamentárias para 2025. A aprovação do Orçamento é crucial para liberar ações do governo, como o reajuste salarial para servidores civis e militares, que foi estabelecido por uma medida provisória em dezembro, mas depende da sanção do Orçamento para ser efetivado.

Entre os ajustes realizados no projeto, destaca-se um corte de R$ 7,7 bilhões na verba do Bolsa Família para alocar recursos a outros programas. Além disso, foram incluídos R$ 3 bilhões no programa de vale-gás, que inicialmente contava com apenas R$ 600 milhões. O relatório também prevê um aumento de aproximadamente R$ 8 bilhões nas despesas previdenciárias, refletindo a necessidade de ajustes para atender a demandas sociais.

Se não houver consenso sobre a versão final do projeto nesta quinta-feira, a votação poderá ser adiada para abril, uma vez que os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, respectivamente, acompanharão o presidente Lula em uma viagem oficial ao Japão. A situação atual do Orçamento reflete a complexidade das negociações políticas em curso e a urgência de resolver questões financeiras pendentes.

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