A pressão do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre o Ibama para liberar a exploração da Margem Equatorial gera preocupações entre especialistas. Rarisson Sampaio, porta-voz do Greenpeace Brasil, destaca que ignorar o posicionamento institucional pode fragilizar as instituições e comprometer a proteção ambiental, essencial para o Brasil. Guilherme Syrkis, diretor-executivo do Centro Clima, […]
A pressão do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre o Ibama para liberar a exploração da Margem Equatorial gera preocupações entre especialistas. Rarisson Sampaio, porta-voz do Greenpeace Brasil, destaca que ignorar o posicionamento institucional pode fragilizar as instituições e comprometer a proteção ambiental, essencial para o Brasil. Guilherme Syrkis, diretor-executivo do Centro Clima, recorda que, no passado, três presidentes do Ibama foram substituídos até que um deles autorizasse a instalação de Belo Monte, resultando em consequências conhecidas.
A expectativa de Sampaio e Syrkis é que o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, negue o pedido da Petrobras para explorar a Foz do Amazonas, seguindo o parecer técnico já emitido. Sampaio enfatiza que a decisão deve ser terminativa, uma vez que o parecer foi negativo e o processo deveria ter sido arquivado há tempos. A Petrobras ainda pode reiniciar o processo, que passaria por uma nova análise do Ibama.
Syrkis argumenta que as críticas à morosidade do Ibama são infundadas, lembrando que o projeto de exploração na Foz do Amazonas não avançou nem durante a gestão de Jair Bolsonaro, que priorizava a liberação de projetos. Ele ressalta que a área em questão possui grande biodiversidade e que a exploração sem uma Avaliação Ambiental Estratégica pode complicar futuras intervenções, caso petróleo seja encontrado.
Sampaio alerta que uma decisão contrária à análise técnica do Ibama seria especialmente negativa em um ano crucial para o compromisso climático global, com o Brasil sediando a COP 30 na Amazônia. Ele enfatiza que essa ação poderia enviar uma mensagem errada sobre a exploração de petróleo, contradizendo os esforços do Brasil em reduzir emissões. A decisão correta, segundo ele, seria negar o pedido e arquivar o processo, promovendo uma economia baseada em soluções renováveis e sustentáveis.
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