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Novo presidente da FCC afirma que DEI não é permitido em fusões nos EUA

Carr ameaça barrar fusões se DEI discriminatório persistir; cita Paramount-Skydance, Verizon e T-Mobile como potenciais impactos regulatórios

Image: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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  • O presidente da FCC, Brendan Carr, disse que fusões e aquisições podem depender de as companhias encerrarem discriminações ligadas a DEI, segundo entrevista à Bloomberg.
  • Carr citou como possíveis impactos os negócios da Paramount com a Skydance, a Verizon com a Frontier Communications e a T-Mobile com a maior parte da US Cellular.
  • Ele afirmou que a aprovação só ocorre se a operação for do interesse público, e que discriminação DEI impediria a aprovação.
  • Em fevereiro, Carr anunciou investigação sobre iniciativas DEI na Comcast e enviou carta à Verizon, levantando preocupações sobre o progresso no fim do DEI.
  • A FCC também abriu uma investigação ampla sobre as operações nos EUA de empresas chinesas listadas na “Covered List” (Huawei, ZTE, China Telecom) para verificar o nível de atuação local.

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, afirmou que negócios buscando aprovação regulatória podem ser afetados por políticas de DEI. A declaração foi veiculada em entrevista ao Bloomberg, com referência a acordos envolvendo Paramount-Skydance, Verizon-Frontier e T-Mobile-US Cellular.

Carr destacou que a FCC só pode aprovar uma transação se entender que ela atende ao interesse público. Segundo ele, práticas que promovam formas invidiosas de DEI podem inviabilizar a aprovação.

Em fevereiro, o comissário anunciou uma investigação sobre iniciativas de DEI na Comcast. Em seguida, enviou uma carta à Verizon expressando preocupações com o progresso na extinção de programas DEI e pediu contato dos executivos com a equipe reguladora.

Além disso, Carr revelou uma investigação abrangente sobre operações nos EUA de empresas chinesas anteriormente incluídas na “Covered List”, como Huawei, ZTE e China Telecom. A análise irá considerar o nível atual de atuação no país.

Ação regulatória e critérios de avaliação

A FCC vai revisar os níveis operacionais atuais dessas entidades no território norte-americano. Segundo Carr, há indícios de que algumas companhias tentam contornar proibições mantendo atividades privadas ou não reguladas.

Em meio a esse avanço, o órgão sinaliza que decisões sobre fusões e aquisições dependerão da demonstração de benefício público. O contexto envolve mudanças na postura de agências federais diante de políticas de DEI em órgãos reguladores.

A revisão de operações de empresas estrangeiras visa esclarecer se continuam a violar restrições institucionais. A FCC não informou cronogramas, mas indicou que a fiscalização terá foco em impactos reais no mercado dos EUA.

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