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Paris avança na mobilidade sustentável com a aprovação de 500 ruas para pedestres

Cidadãos de Paris aprovaram referendo para transformar 500 ruas em áreas exclusivas para pedestres, apesar da baixa participação de 4%.

Os cidadãos de Paris aprovaram um referendo que permitirá a transformação de mais 500 ruas em áreas exclusivas para pedestres, com 65,96% dos votos a favor. A iniciativa, promovida pela administração da prefeita Anne Hidalgo, visa reduzir o tráfego de veículos e melhorar a qualidade do ar na capital francesa. Contudo, a participação popular foi […]

Os cidadãos de Paris aprovaram um referendo que permitirá a transformação de mais 500 ruas em áreas exclusivas para pedestres, com 65,96% dos votos a favor. A iniciativa, promovida pela administração da prefeita Anne Hidalgo, visa reduzir o tráfego de veículos e melhorar a qualidade do ar na capital francesa. Contudo, a participação popular foi baixa, com apenas 4,06% do eleitorado comparecendo à votação. Este é o terceiro referendo sobre mobilidade urbana realizado na cidade nos últimos anos.

Além da conversão das ruas, a nova regulamentação resultará na eliminação de até 10 mil vagas de estacionamento, somando-se às 10 mil já removidas desde 2020. A prefeitura consultará os cerca de dois milhões de habitantes para decidir quais vias serão transformadas. Desde que os socialistas assumiram a administração em 2001, o fluxo de veículos em Paris caiu mais da metade, e a cidade já conta com cerca de 220 ruas sem circulação de automóveis.

A prefeita Hidalgo, reeleita em 2020, tem promovido diversas mudanças para tornar Paris mais sustentável, incluindo a proibição de patinetes elétricos de aluguel e o aumento das tarifas de estacionamento para SUVs. A meta é que 10% da malha viária da cidade seja destinada a pedestres, com a implementação de ciclovias e a limitação da velocidade a 30 km/h em toda a cidade.

Apesar dos avanços, Paris ainda enfrenta desafios em relação à infraestrutura verde, com apenas 26% de sua superfície dedicada a parques e áreas arborizadas, enquanto a média das capitais europeias é de 41%. A baixa participação nos referendos anteriores, como os que baniram patinetes e aumentaram tarifas de estacionamento, levanta questões sobre o engajamento da população nas decisões de mobilidade urbana.

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