O governo brasileiro indicou quatro nomes com vínculos a gestões petistas anteriores para compor os conselhos fiscal e de administração da Eletrobras. A votação ocorrerá em assembleia de acionistas no dia 29 de abril. Entre os indicados estão o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, os ex-ministros de Minas e Energia Silas Rondeau e Nelson Hubner, […]
O governo brasileiro indicou quatro nomes com vínculos a gestões petistas anteriores para compor os conselhos fiscal e de administração da Eletrobras. A votação ocorrerá em assembleia de acionistas no dia 29 de abril. Entre os indicados estão o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, os ex-ministros de Minas e Energia Silas Rondeau e Nelson Hubner, além de Mauricio Tolmasquim, que atualmente ocupa uma diretoria na Petrobras.
A Petrobras confirmou que Tolmasquim, diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade, foi indicado para uma vaga no conselho de administração da Eletrobras. O documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) destaca que, caso sua eleição seja confirmada, a empresa avaliará os próximos passos. Mantega, que já havia sido cogitado para a presidência da Vale, é um dos nomes que o presidente Lula enviou para o conselho fiscal da Eletrobras.
Além de Mantega, os outros três indicados para o conselho de administração são Rondeau, Hubner e Tolmasquim, todos contrários à privatização da Eletrobras. Essa movimentação ocorre após um acordo de conciliação entre a Eletrobras e o governo, que resultou na liberação de mais três cadeiras para o governo no conselho de administração. A escolha dos nomes foi resultado de articulações entre petistas no Palácio do Planalto.
O Ministério de Minas e Energia, liderado por Alexandre Silveira, foi apenas informado sobre as indicações, sem participação ativa no processo. A confirmação da candidatura de Tolmasquim à Eletrobras foi feita na mesma semana em que o acordo judicial foi anunciado, evidenciando a estratégia do governo em reforçar sua influência na gestão da estatal de energia.
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