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Tribunal de Paris determina que Vincent Bolloré controla a Vivendi e avalia oferta de retirada obrigatória

Tribunal de Paris confirma controle de Vincent Bolloré sobre a Vivendi, exigindo que regulador avalie oferta pública de retirada obrigatória.

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Um tribunal de apelações em Paris decidiu que Vincent Bolloré tem controle efetivo sobre a Vivendi SE. Essa decisão pode forçar Bolloré a comprar as ações restantes da empresa de acionistas minoritários. O regulador francês, a Autorité des Marchés Financiers (AMF), agora deve avaliar se essa oferta pública de retirada é necessária. A decisão do tribunal é uma resposta a um recurso de acionistas que afirmam que Bolloré manipulou sua participação na empresa e que a recente cisão da Vivendi prejudicou seus interesses. Se a AMF encontrar irregularidades, Bolloré poderá ser obrigado a fazer a oferta.

Bilionário Vincent Bolloré tem controle efetivo sobre a Vivendi, decide tribunal

Um tribunal de apelações em Paris determinou que o bilionário Vincent Bolloré exerce controle efetivo sobre a Vivendi SE. A decisão, divulgada nesta segunda-feira, pode obrigar o empresário a lançar uma oferta pública de retirada das ações da empresa. A cisão do conglomerado de mídia no ano passado já gerava questionamentos sobre a governança da companhia.

A corte francesa instruiu o regulador de mercado da França, a Autorité des Marchés Financiers (AMF), a avaliar a necessidade da oferta pública de retirada. A AMF terá que determinar se Bolloré deve comprar as ações restantes da Vivendi dos acionistas minoritários. A decisão judicial representa um revés para o bilionário, que tem buscado consolidar seu controle sobre a Vivendi.

A Vivendi é dona de diversas empresas de mídia, incluindo a editora Hachette Livre e a produtora de conteúdo Banijay. O grupo também possui participação na Universal Music Group. A cisão da Vivendi em duas entidades separadas, uma focada em mídia e entretenimento e outra em telecomunicações, foi aprovada em 2022.

A decisão do tribunal de apelações é resultado de um recurso apresentado por acionistas minoritários da Vivendi. Eles alegam que Bolloré usou manobras para aumentar sua participação na empresa e exercer controle sobre suas decisões. Os acionistas argumentam que a cisão da Vivendi prejudicou seus interesses.

O regulador francês agora tem a responsabilidade de analisar os fatos e determinar se Bolloré violou as leis do mercado financeiro. Caso a AMF conclua que houve irregularidades, o bilionário poderá ser obrigado a fazer uma oferta pública de retirada das ações da Vivendi. A decisão final caberá à AMF.

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