O livro-reportagem “O grito da Ipiranga”, de Luiz Nascimento, será lançado hoje às 19h na Livraria da Travessa, em Ipanema. A obra fala sobre a resistência e a amizade em uma vila na Rua Ipiranga, em Laranjeiras, Rio de Janeiro, durante os anos 1960, destacando a luta contra a ditadura militar e figuras como Maria Augusta e Henrique Miranda. Na casa 4 da vila, o casal, que era do Partido Comunista, recebeu amigos e familiares, tornando-se um ponto de encontro para a militância. Seus filhos, Aloisio, Carlos Henrique, Alice e Alberto, cresceram nesse ambiente e participaram do movimento estudantil, enfrentando repressão, prisões e torturas, com três deles perdendo a vida na luta. Após a anistia, o grupo se separou, mas em 2015, Carlos Henrique criou o grupo de WhatsApp “Incrível Exército de Brancaleone”, onde os amigos relembram suas experiências. Os encontros virtuais, gravados em 2022, ajudaram na recuperação de relatos difíceis. Luiz Nascimento, que conhecia os personagens, escreveu o livro como um tributo à luta pela liberdade e democracia, mostrando como essas histórias ainda são relevantes. O grupo planeja uma roda de conversa na Associação Brasileira de Imprensa em maio, e o WhatsApp continua ativo, fortalecendo os laços entre os membros, que agora compartilham suas histórias de forma mais leve. A casa 4, mesmo reformada, permanece como um símbolo da resistência e da amizade ao longo dos anos.
A história de resistência e amizade na vila da Rua Ipiranga, em Laranjeiras, Rio de Janeiro, durante os anos 1960, é o tema central do livro-reportagem “O grito da Ipiranga”, de Luiz Nascimento. O lançamento ocorre hoje, às 19h, na Livraria da Travessa, em Ipanema. A obra resgata memórias de militantes que se opuseram à ditadura militar, destacando figuras como Maria Augusta e Henrique Miranda.
Na casa 4 da vila, o casal, filiado ao Partido Comunista, acolheu amigos e familiares, tornando-se um ponto de encontro para a militância. Os filhos do casal, Aloisio, Carlos Henrique, Alice e Alberto, cresceram nesse ambiente e participaram ativamente do movimento estudantil. Muitos deles enfrentaram a repressão, com prisões e torturas, e três perderam a vida na luta.
Com a anistia, o grupo se dispersou, mas em 2015, Carlos Henrique Miranda criou o grupo de WhatsApp “Incrível Exército de Brancaleone”. Esse espaço virtual permitiu que os antigos amigos relembrassem suas experiências e trocassem memórias. Os encontros virtuais, gravados em 2022, foram fundamentais para a recuperação de relatos difíceis, promovendo uma catarse coletiva.
Luiz Nascimento, que conhecia os personagens da história, foi incentivado a escrever o livro. Ele descreve a obra como um tributo à rebeldia e um testemunho da luta pela liberdade e democracia. O livro não se limita a biografias, mas explora como esses indivíduos se uniram na resistência e como suas histórias ainda ressoam.
O grupo planeja uma roda de conversa na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em maio. O WhatsApp continua ativo, fortalecendo os laços entre os membros, que agora relembram suas trajetórias de forma mais leve e colaborativa. A casa 4, embora reformada, permanece como um símbolo da resistência e da amizade que perdura ao longo dos anos.
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