O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, apresentou nove testemunhas em sua defesa em um caso sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Ele se descreve como “um simples porta-voz” e afirma que suas funções eram apenas cumprir deveres funcionais. Entre as testemunhas estão generais e oficiais de alta patente, como Marco Antônio Freire Gomes e Júlio César de Arruda. A Procuradoria-Geral da República vê Cid como parte importante da trama golpista, que envolve várias figuras, incluindo Bolsonaro. A fase de instrução criminal está prestes a começar, com depoimentos e coleta de provas. Depois, o ministro Alexandre de Moraes fará um relatório e seu voto sobre o caso. Se houver condenação, os ministros decidirão as penas. A Procuradoria atribui a Bolsonaro crimes que podem resultar em até 43 anos de prisão, embora o máximo que pode ser cumprido no Brasil seja 40 anos. Os crimes incluem golpe de Estado e organização criminosa armada.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, apresentou nove testemunhas em sua defesa prévia na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. O documento foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, na terça-feira, 22. A defesa argumenta que Cid é “um simples porta-voz” e que suas funções se restringiam ao cumprimento de deveres funcionais.
Entre as testemunhas listadas estão generais e oficiais de alta patente, como Marco Antônio Freire Gomes e Júlio César de Arruda, ambos ex-comandantes do Exército. A Procuradoria-Geral da República considera Cid parte do “núcleo crucial” da trama golpista, que inclui figuras como Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
A instrução criminal está prestes a começar, com depoimentos e produção de provas. Após a apresentação das defesas, Moraes elaborará um relatório resumindo o caso. O relator também preparará seu voto, que poderá defender a condenação ou a absolvição dos réus. O julgamento será agendado pelo presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.
Se houver condenação, os ministros definirão a dosimetria das penas. A Procuradoria-Geral da República atribui a Bolsonaro crimes que somam 43 anos de prisão, embora o tempo máximo de cumprimento efetivo no Brasil seja de 40 anos. Os crimes incluem golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio e organização criminosa armada.
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