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Europa intensifica produção de armas e atrai investimentos após invasão da Ucrânia

A Europa reavalia sua defesa com aumento na demanda por armamentos, impulsionada pela invasão da Ucrânia e novas parcerias internacionais.

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Dois jatos Eurofighter decolaram recentemente de Turim rumo ao Kuwait, marcando a primeira venda internacional desse modelo. O Exército kuwaitiano comprou os jatos da empresa italiana Leonardo, que faz parte de um consórcio com fabricantes do Reino Unido, Alemanha e Espanha. A demanda por armamentos na Europa aumentou após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, levando os países a reavaliar seus investimentos em defesa. O consórcio Eurofighter está atraindo o interesse de nações como Polônia e Turquia, que estão considerando grandes acordos para adquirir os jatos. O setor de defesa europeu está crescendo, com ações de empresas como Leonardo e Rheinmetall subindo cerca de 24% em 2023. A Comissão Europeia planeja aumentar os gastos com defesa em cerca de 840 bilhões de dólares, incluindo 165 bilhões em empréstimos. Fundos de pensão, que antes evitavam investir em fabricantes de armas, estão mudando suas políticas. A Varma, um fundo da Finlândia, agora pode investir em armas convencionais para defesa. A pressão para rearmar a Europa está aumentando, especialmente com a Otan pedindo mais investimentos na indústria de defesa. O mercado europeu de defesa é fragmentado, o que gera custos altos para equipamentos militares. Por exemplo, um obus de artilharia europeu pode custar entre 6 e 19 milhões de dólares, enquanto um similar americano custa menos de 2 milhões. Além do Eurofighter, a Leonardo está desenvolvendo um novo caça, o Programa Aéreo Global de Combate, que deve entrar em serviço em 2035 e competirá com o F-35 americano.

Recém-saídos da linha de montagem, dois jatos Eurofighter decolaram de Turim com destino ao Kuwait, marcando a primeira venda internacional do modelo. O Exército kuwaitiano adquiriu os jatos da Leonardo, empresa italiana que integra um consórcio com fabricantes do Reino Unido, Alemanha e Espanha. A demanda por armamentos na Europa aumentou significativamente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, levando a uma reavaliação dos investimentos em defesa.

A mudança de foco da Europa em relação à segurança é evidente. O consórcio Eurofighter, que busca unir recursos em vez de competir, já está atraindo a atenção de outros países, como Polônia e Turquia, que consideram acordos multibilionários para adquirir os jatos. Giancarlo Mezzanatto, ex-diretor executivo do consórcio, afirmou que a situação geopolítica e a pressão para que a Europa reduza a dependência dos Estados Unidos impulsionam essa tendência.

O setor de defesa europeu está em ascensão, com ações de empresas como Leonardo e Rheinmetall subindo cerca de 24% em 2023. A Comissão Europeia anunciou um plano para aumentar os gastos com defesa em aproximadamente US$ 840 bilhões, incluindo US$ 165 bilhões em empréstimos. O Banco Europeu de Investimento também planeja dobrar seu financiamento para projetos de segurança e defesa.

A mudança na percepção pública sobre investimentos em defesa é notável. Fundos de pensão, que tradicionalmente evitavam fabricantes de armas, estão reconsiderando suas políticas. A Varma, um fundo de pensão finlandês, agora pode investir em fabricantes de armas convencionais, desde que os produtos sejam usados para defesa. A pressão para rearmar a Europa é crescente, especialmente com a Otan solicitando investimentos na indústria de defesa para evitar a expansão do conflito.

A fragmentação do mercado europeu de defesa gera ineficiências, resultando em custos elevados para equipamentos militares. Um obus de artilharia europeu pode custar entre US$ 6 milhões e US$ 19 milhões, enquanto um similar americano custa menos de US$ 2 milhões. A Leonardo, além do Eurofighter, está desenvolvendo um caça de última geração, o Programa Aéreo Global de Combate, que deve entrar em serviço em 2035, competindo diretamente com o F-35 americano.

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