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Polícia Federal investiga golpe de R$ 6,3 bilhões contra aposentados e pensionistas

Investigações revelam que até 98% dos descontos em aposentadorias podem ser irregulares, com desvios estimados em R$ 6,3 bilhões.

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A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União estão investigando fraudes que podem somar R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Recentemente, 11 entidades de classe foram alvo de mandados de busca e apreensão em 34 municípios. As investigações começaram em 2023, após a CGU descobrir irregularidades em 1.374 descontos feitos entre 2016 e maio de 2024. Apenas 52 dos 1.273 beneficiários entrevistados confirmaram estar associados a alguma entidade, indicando que até 98% dos descontos podem ser irregulares. A Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas do INSS teve 214 dos 215 descontos analisados como irregulares, e a Unabrasil teve todos os 72 descontos considerados irregulares. Muitas associações falsificaram assinaturas para autorizar esses descontos. Entre 2016 e 2024, 19 entidades receberam R$ 15 milhões, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais recebeu R$ 2,9 bilhões. O governo suspendeu todos os acordos com essas entidades e orientou os beneficiários a checarem seus extratos no aplicativo Meu INSS para cancelar os descontos. A CGU e a PF seguem com as investigações, que já resultaram no afastamento de seis servidores do INSS, incluindo o presidente Alessandro Stefanutto.

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) investigam fraudes que podem totalizar R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A ação judicial recente atingiu 11 entidades de classe, com mandados de busca e apreensão em 34 municípios.

As investigações começaram em 2023, após a CGU identificar irregularidades em 1.374 descontos realizados entre 2016 e maio de 2024. A CGU entrevistou 1.273 beneficiários, dos quais apenas 52 confirmaram estar filiados a alguma entidade. Isso sugere que até 98% dos descontos podem ser indevidos.

Entre as entidades investigadas, a Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas do INSS (CAAP) se destacou, com 214 dos 215 descontos considerados irregulares. A Unabrasil, antiga Unsbras, também teve todos os 72 descontos analisados como irregulares. A CGU apontou que muitas associações falsificaram assinaturas para autorizar os descontos.

Desvios significativos foram identificados, com R$ 15 milhões recebidos por 19 entidades entre 2016 e 2024. A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), uma das entidades sob investigação, recebeu R$ 2,9 bilhões nesse período.

O governo federal suspendeu todos os acordos com as entidades envolvidas e orientou os beneficiários a verificarem seus extratos no aplicativo Meu INSS para solicitar a exclusão de descontos. A CGU e a PF continuam a apuração, que já resultou no afastamento de seis servidores do INSS, incluindo o então presidente, Alessandro Stefanutto.

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