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Andreani suspende serviços ao Butantan e gera disputa judicial sobre vacinas

Andreani Logística suspende serviços à Fundação Butantan, gerando polêmica sobre nova operadora e questionamentos legais sobre licitação.

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A Andreani Logística parou de prestar serviços à Fundação Butantan, que inclui o armazenamento de insumos para vacinas. A Fundação diz que o contrato com a Andreani terminou como previsto, mas a Andreani afirma que não aceitou uma prorrogação unilateral do contrato até abril de 2025. A nova operadora, Simas Logística, foi escolhida em uma licitação, mas a Andreani questiona a transparência do processo e a capacidade da Simas. A disputa já chegou ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ao Tribunal de Contas do Estado, com a Andreani contestando a legalidade da contratação da Simas. A Andreani também alega que continua recebendo insumos, enquanto o Butantan afirma que já transferiu 900 paletes para a Simas. A Fundação garante que não há risco na produção de vacinas e que a Simas está pronta para operar. A Andreani, por sua vez, diz que não vai receber mais insumos até que um cronograma de transferência seja apresentado.

A Andreani Logística anunciou a suspensão dos serviços à Fundação Butantan nesta terça-feira, 29 de abril. A empresa, que armazenava insumos para vacinas, não aceitou a prorrogação unilateral do contrato até abril de 2025. A disputa gerou questionamentos legais e críticas sobre a transparência do processo licitatório.

O contrato original entre Andreani e Butantan tinha validade até abril de 2024. A fundação solicitou uma prorrogação de seis meses para elaborar uma nova licitação, mas em agosto já havia escolhido a Simas Logística como nova operadora. Em 30 de setembro, a fundação enviou uma prorrogação unilateral, que a Andreani não aceitou. A empresa alega que a Fundação agiu de forma arbitrária e que a situação está sendo discutida judicialmente.

A disputa já chegou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), após a Andreani contestar a legalidade da contratação da Simas. Um dos principais pontos de crítica é a falta de transparência no processo. A Andreani afirma que o edital exigia uma licença que comprovasse a atuação da Simas em São Paulo, mas o documento não foi disponibilizado.

A Andreani também questiona a capacidade da nova operadora. A empresa afirma que, nas últimas 48 horas, equipamentos do Butantan foram transferidos para uma fazenda, não para as instalações da Simas, indicando falta de estrutura. A Andreani continuará armazenando os insumos, mas não aceitará novos materiais sem um cronograma legal de transferência.

A Fundação Butantan, por sua vez, afirma que a Simas já possui um galpão qualificado e começou a receber insumos em 3 de abril. A fundação destaca que mais de 900 paletes já foram transferidos e que não há risco de interrupção na produção de vacinas. A Andreani, no entanto, contesta a transferência e afirma que os insumos sob sua guarda permanecem sem movimentação.

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