Com a morte do papa Francisco, seu pontificado, que começou em 2013, é lembrado por sua simplicidade e rejeição a privilégios. Ele nunca aceitou o salário de 2.500 euros mensais e optou por viver na Casa Santa Marta, uma residência simples no Vaticano, em vez do luxuoso Palácio Apostólico. Francisco fez cortes na Cúria Romana, reduzindo os salários dos cardeais e bispos, e muitos dos que recebem ainda doam parte de sua renda para caridade. Apesar de seus esforços por uma Igreja mais ética, enfrentou escândalos, como o do cardeal Becciu, que foi acusado de má gestão de fundos. Antes de falecer, Francisco fez uma doação de 200 mil euros, de suas economias pessoais, a um pastifício gerido por detentos.
Com a morte do papa Francisco, encerra-se um pontificado que se destacou pela sobriedade e um estilo de vida que desafiou tradições. Desde sua eleição em dois mil e treze, Jorge Mario Bergoglio rejeitou os privilégios do cargo, optando por viver de maneira simples. Ele nunca recebeu o salário de 2.500 euros mensais (aproximadamente R$ 15 mil) e arcou com suas despesas pessoais, como alimentação e moradia, custeadas pela Santa Sé.
Francisco recusou o tradicional apartamento no Palácio Apostólico e escolheu residir na Casa Santa Marta, uma hospedaria simples no Vaticano. Sua decisão de não aceitar o salário e manter um estilo de vida modesto foi acompanhada de reformas significativas na Cúria Romana, especialmente em resposta às dificuldades econômicas durante a pandemia.
Reformas e Cortes
Os cardeais, que antes recebiam entre 4.000 e 5.500 euros mensais (cerca de R$ 24 mil a R$ 33 mil), passaram a ter cortes salariais. Atualmente, o ganho médio é de 5.000 euros (R$ 30 mil). Os bispos têm um teto salarial de 3.000 euros (R$ 18 mil), enquanto os sacerdotes recebem, em média, 1.200 euros (R$ 7.200). Apesar dos esforços por uma Igreja mais ética, o pontificado enfrentou escândalos, como o do cardeal Angelo Becciu, acusado de má gestão de fundos.
Antes de sua morte, Francisco fez um gesto de generosidade ao doar 200 mil euros (aproximadamente R$ 1,2 milhão) a um pastifício gerido por detentos do presídio romano de Regina Coeli. Essa doação reflete seu compromisso com os mais necessitados e resume seu legado de solidariedade e reforma dentro da Igreja Católica.
Entre na conversa da comunidade