Marie Blaise, uma migrante haitiana de 44 anos, morreu em um centro de detenção na Flórida após reclamar de dores no peito. Sua morte é uma das sete que ocorreram sob custódia do ICE desde janeiro, levantando preocupações sobre a falta de atendimento médico. Blaise foi detida em fevereiro ao tentar embarcar em um voo sem visto válido e, após ser transferida entre centros, passou 20 dias no Broward Transitional Center. Durante esse tempo, ela se queixou de dor, mas recebeu apenas algumas pílulas e foi orientada a descansar. Horas depois, ela foi declarada morta. Legisladores, como Sheila Cherfilus-McCormick, criticaram a falta de cuidados médicos e as condições desumanas nos centros de detenção. O ICE afirmou que fornece atendimento médico adequado, mas investigações anteriores indicam que muitas mortes poderiam ter sido evitadas com cuidados apropriados. As condições nos centros de detenção pioraram desde o retorno de Trump ao poder, com superlotação e falta de recursos. Desde o início de seu segundo mandato, sete migrantes morreram sob custódia do ICE, e apenas três relatórios sobre essas mortes foram divulgados até agora.
Marie Blaise, uma migrante haitiana de 44 anos, morreu em um centro de detenção em Deerfield Beach, na Flórida, após relatar dores no peito. Sua morte, ocorrida no dia 25 de abril, é uma das sete registradas sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) desde o início do segundo mandato de Donald Trump.
Blaise foi detida em 12 de fevereiro no aeroporto de Saint Croix, nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos, ao tentar embarcar para Carolina do Norte sem visto válido. Após ser transferida para diferentes centros, chegou ao Broward Transitional Center em abril. Durante sua estadia, que durou 20 dias, ela apresentou sintomas de hipertensão e queixas de dor no peito, mas recebeu apenas medicamentos e orientações para descansar.
Sheila Cherfilus-McCormick, representante democrata da Flórida, criticou a falta de atendimento médico adequado e as condições desumanas nos centros de detenção. Em seu discurso, afirmou que “as condições nas instalações do ICE são inumanas e insalubres”, ressaltando que Blaise não recebeu a assistência necessária antes de falecer. Cherfilus-McCormick pediu uma investigação completa sobre a morte da migrante.
Desde janeiro, outras seis mortes ocorreram sob custódia do ICE, envolvendo migrantes de diferentes nacionalidades, como Honduras, Colômbia, República Dominicana, Vietnã, Ucrânia e Etiópia. A causa da morte de Blaise ainda está sendo investigada, e o ICE tem um prazo de 90 dias para divulgar os resultados.
A agência afirma que mantém um compromisso com a segurança e a saúde dos detidos, garantindo atendimento médico integral. No entanto, investigações anteriores, como uma da União Americana de Liberdades Civis (ACLU), indicaram que 95% das mortes em centros do ICE entre 2017 e 2021 poderiam ter sido evitadas com cuidados médicos adequados. A situação nos centros de detenção tem se agravado, com superlotação e falta de recursos, especialmente desde o retorno de Trump ao poder.
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