Pedro Salinas, um jornalista que foi membro do Sodalicio, terminou sua investigação sobre o grupo religioso, que foi fundado no Peru em 1971 e recentemente desfeito pelo papa Francisco devido a casos de abuso sexual e violações de direitos humanos. Salinas revelou que a Igreja resistiu em lidar com os abusos e expressou preocupação com a falta de justiça para as vítimas. Ele enfrentou muitos desafios pessoais e profissionais durante sua pesquisa, incluindo problemas familiares e de saúde mental. Salinas descreveu o Sodalicio como uma organização com uma cultura de abusos, não apenas com casos isolados, mas como um problema sistêmico. Ele acredita que, sem a intervenção do papa Francisco, o Sodalicio ainda existiria. Apesar da dissolução do grupo, Salinas mencionou que a luta contra os abusos ainda não terminou, pois os ex-membros do Sodalicio continuam a atacar aqueles que expõem a verdade. Ele espera que o Sodalicio seja lembrado como uma seita que surgiu em um contexto de corrupção e fragilidade institucional no Peru. Salinas ainda não sabe o que fará agora que sua pesquisa chegou ao fim, mas está ciente de que a ofensiva contra ele e outros jornalistas continua.
Pedro Salinas, jornalista e ex-membro do Sodalicio, finalizou sua investigação sobre o grupo religioso, que foi suprimido pelo papa Francisco devido a casos de pederastia e violações de direitos humanos. Salinas destacou a resistência da Igreja em lidar com os abusos e expressou preocupações sobre a falta de justiça para as vítimas.
Em entrevista, Salinas relatou os desafios enfrentados durante sua pesquisa, que incluiu a destruição de correspondências e a pressão judicial. Ele afirmou que a investigação foi uma “guerra desigual”, onde perdeu tudo, incluindo seu patrimônio. O jornalista também mencionou que a cultura de abusos no Sodalicio não era composta por “manzanas podridas”, mas sim um problema sistêmico.
Salinas acredita que a dissolução do Sodalicio só ocorreu devido à liderança do papa Francisco. Ele criticou a falta de ação da Igreja em décadas anteriores e ressaltou que, sem a intervenção do papa, o grupo ainda existiria. O jornalista também comentou sobre a resposta do Sodalicio à sua supressão, que reconheceu maltratos, mas não os crimes cometidos.
Justiça e Reparação
Salinas apontou que as vítimas ainda enfrentam dificuldades para obter justiça. Ele mencionou que, após anos de litígios, o caso contra o Sodalicio foi arquivado. O jornalista também alertou sobre tentativas de desacreditar as investigações e os jornalistas envolvidos.
O ex-membro do Sodalicio espera que o grupo seja lembrado como uma seita que surgiu em um contexto de instituições frágeis e corrupção. Ele afirmou que, apesar da dissolução, a luta contra os abusos ainda não terminou, pois os sodálites continuam a atacar aqueles que expõem a verdade. Salinas concluiu que, embora não escreva mais sobre o Sodalicio, continuará a responder a ataques.
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