A União Europeia anunciou um investimento de 500 milhões de euros para atrair pesquisadores internacionais, especialmente em resposta às mudanças nas políticas científicas dos EUA sob a administração Trump. O presidente francês, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentaram o plano em um evento na Sorbonne, em Paris. Eles criticaram as recentes decisões do governo dos EUA que cortaram financiamentos para pesquisa e questionaram o papel da ciência. O plano inclui a criação de uma lei que garante a liberdade científica e incentivos para pesquisadores que se mudem para a Europa. Além disso, a UE pretende aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento para 3% do PIB até 2030, facilitando a chegada de mais pesquisadores ao continente. Macron também destacou que a França contribuirá com 100 milhões de euros para o plano, embora haja preocupações sobre a falta de financiamento no setor de pesquisa no país.
A União Europeia (UE) anunciou um investimento de 500 milhões de euros para atrair pesquisadores internacionais, em resposta às mudanças nas políticas científicas dos Estados Unidos sob a administração Trump. O anúncio foi feito durante um evento na Universidade Sorbonne, em Paris, com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O pacote de medidas, denominado Choose Europe for Science (Escolha a Europa para a Ciência), visa aproveitar as tensões entre o governo dos EUA e as universidades. Von der Leyen destacou a importância de consagrar a liberdade científica como um direito legal por meio da European Research Area Act. Ela afirmou que a UE deve garantir o livre movimento do conhecimento, assim como ocorre no mercado único.
Além do investimento, a UE planeja criar uma bolsa de sete anos para apoiar os melhores pesquisadores, oferecendo incentivos para aqueles que se mudarem para a Europa. O objetivo é que a investimento em pesquisa e desenvolvimento alcance 3% do PIB até 2030. As medidas incluem facilitação de vistos e residência para pesquisadores, além de melhorias na conexão entre talentos e centros de pesquisa.
Macron criticou as ações da administração Trump, que resultaram na suspensão de centenas de bolsas de pesquisa. Ele afirmou que “ninguém poderia imaginar que uma grande democracia cancelaria programas de pesquisa apenas por causa da palavra ‘diversidade’”. O presidente francês também anunciou que a França contribuirá com 100 milhões de euros do plano França 2030 para apoiar essa iniciativa.
Entretanto, a proposta gerou críticas entre sindicatos de educação superior na França, que apontam a falta crônica de financiamento no setor. Eles consideram a iniciativa “escandalosa” e destacam as dificuldades enfrentadas pelas instituições de ensino e pesquisa no país.
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