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ApexBrasil e MK27 se enfrentam em disputa de R$ 2 milhões sobre pavilhão na Expo Osaka

Mudanças no pavilhão brasileiro da Expo Osaka geram polêmica e disputa de R$ 2 milhões entre ApexBrasil e MK27. Críticas à nova curadoria.

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O pavilhão brasileiro na Expo de Osaka, Japão, passou por mudanças significativas após a ApexBrasil cancelar o contrato com o escritório MK27, que havia vencido um concurso em 2022. A Apex decidiu reduzir o tamanho do pavilhão e trocar a curadoria para Bia Lessa, gerando uma disputa de R$ 2 milhões com o MK27, que reivindica o ressarcimento por investimentos feitos. A Apex argumenta que o custo do projeto original ficou muito alto e que havia risco de não concluir a obra a tempo. O novo pavilhão, que já recebeu 150 mil visitantes, foi criticado por sua simplicidade e não se destacou nas avaliações da crítica especializada. A proposta inicial do MK27 era inspirada na Amazônia e ganhou prêmios, mas a Apex optou por um projeto mais modesto, alegando a necessidade de evitar desperdícios. O novo pavilhão apresenta uma instalação com infláveis e um traje chamado “Parangoromo”, que está sendo distribuído aos visitantes. Apesar das críticas, alguns elogios foram feitos, mas o Brasil não aparece entre os principais destaques da Expo.

O pavilhão brasileiro na Expo de Osaka, Japão, enfrenta controvérsias após a ApexBrasil cancelar o contrato com o escritório MK27, liderado por Marcio Kogan. O projeto original, que venceu um concurso em 2022, foi modificado, resultando em uma disputa de R$ 2 milhões entre as partes.

ApexBrasil decidiu reduzir o pavilhão de 3.200 metros quadrados para 1.000 metros quadrados e transferiu a curadoria para Bia Lessa. O escritório MK27 alega que os custos estavam dentro do orçamento de R$ 25 milhões e que o projeto estava em conformidade com o cronograma. A Apex, por sua vez, justificou a mudança alegando que o custo do projeto no Japão era exorbitante e que havia risco de não conclusão a tempo.

O novo pavilhão, inaugurado em 14 de abril, já recebeu 150 mil visitantes, mas não se destacou nas avaliações da crítica especializada. O projeto atual, que apresenta uma floresta de infláveis, foi criticado por sua simplicidade. A Apex não revelou os gastos totais com a nova estrutura.

Críticas e Repercussões

A crítica especializada não tem sido favorável ao novo pavilhão. O Brasil não aparece nos principais rankings de arquitetura da Expo, enquanto o The New York Times o posicionou em 13º lugar entre as atrações. O artista japonês Yoichi Ochiai, no entanto, elogiou o projeto como o melhor da exposição.

Kogan expressou sua frustração, afirmando que o Brasil perdeu a oportunidade de liderar um debate ambiental importante. Ele destacou que o projeto original, inspirado na Amazônia, foi premiado no World Architecture Festival. Lessa, por outro lado, defendeu a escolha de uma arquitetura mais simples, argumentando que o pavilhão é um convite à reflexão sobre a transformação do mundo.

A disputa entre MK27 e ApexBrasil pode resultar em ações judiciais, já que o escritório notificou a agência extrajudicialmente. A Apex afirma ter cumprido com todos os pagamentos referentes aos serviços prestados até o momento.

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