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Governo indiano exige devolução de joias sagradas ligadas a Buda antes de leilão

Governo indiano ameaça ações legais contra Sotheby's para impedir leilão de joias sagradas ligadas ao Buda, consideradas patrimônio cultural.

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O governo da Índia está preocupado com a venda de joias ligadas aos restos do Buda, que serão leiloadas pela Sotheby’s em Hong Kong. Essas joias, que incluem cerca de 1.800 pedras preciosas, foram descobertas em 1898 por William Claxton Peppé, um engenheiro britânico, em uma escavação na Índia. O governo indiano alega que a venda viola leis culturais e pede a devolução dos artefatos, considerando-os sagrados. A Sotheby’s descreve as joias como de grande importância religiosa e histórica, mas muitos budistas e especialistas criticam a venda, afirmando que as relíquias devem ser tratadas como parte do patrimônio cultural da Índia. A família Peppé, que possui as joias, argumenta que a venda é a forma mais justa de transferi-las para os budistas. O governo indiano ameaçou tomar medidas legais se a venda não for cancelada.

O governo indiano anunciou que tomará ações legais contra a Sotheby’s em Hong Kong, a menos que a casa de leilões cancele a venda de joias associadas aos restos do Buda. O leilão está agendado para 7 de maio e inclui relíquias sagradas consideradas patrimônio cultural.

As joias, que incluem cerca de 1.800 gemas como rubis e safiras, foram descobertas em 1898 por William Claxton Peppé, um engenheiro britânico, durante escavações em Piprahwa, na Índia. O Ministério da Cultura da Índia afirmou que a venda viola leis culturais nacionais e internacionais, além de convenções da ONU, e pediu a devolução dos artefatos.

O ministério também destacou que as joias não devem ser tratadas como meros objetos de arte, mas sim como parte do patrimônio religioso e cultural da Índia. A venda foi criticada por acadêmicos e líderes budistas, que consideram as relíquias sagradas e parte da memória coletiva da tradição budista.

A Sotheby’s, por sua vez, afirmou que está dando atenção total ao assunto e que a família Peppé, que detém as joias, não tem autoridade para vendê-las. O governo indiano exigiu um pedido de desculpas público e a divulgação de todos os registros de propriedade das relíquias. Caso as demandas não sejam atendidas, o governo ameaçou iniciar processos legais tanto na Índia quanto em Hong Kong.

Chris Peppé, bisneto de William Peppé, declarou que a família considerou a doação das relíquias, mas encontrou dificuldades. Ele argumentou que o leilão seria a forma mais justa de transferir as joias para a comunidade budista. A expectativa é que o leilão alcance um valor em torno de HK$ 100 milhões (aproximadamente R$ 12,9 milhões).

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