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Professores de São Paulo encerram greve após acordo com a prefeitura sobre reajuste salarial

Greve de professores e servidores em São Paulo termina após acordo com a prefeitura, mas luta por reposição inflacionária continua.

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Os professores e parte do funcionalismo público de São Paulo encerraram a greve que começou em 16 de abril, após um acordo com a prefeitura no dia 6 de junho. O sindicato dos servidores municipais informou que a prefeitura se comprometeu a criar normas para a reposição das horas não trabalhadas e para a recomposição dos salários. Um projeto de lei foi aprovado, que parcelará um reajuste de 5,2% nos salários dos servidores, sendo 2,6% em maio deste ano e 2,55% em maio do próximo ano. Apesar disso, os sindicatos continuam a exigir uma reposição que acompanhe a inflação. A prefeitura justificou o parcelamento do reajuste como uma medida para manter o equilíbrio financeiro. Além disso, houve um compromisso de suspender uma ação judicial que considerava a greve inconstitucional. O presidente do sindicato afirmou que, embora a greve tenha terminado, a luta por melhores salários continuará na próxima campanha salarial.

A greve dos professores e parte do funcionalismo público de São Paulo, que começou em 16 de abril, foi encerrada em 6 de junho após um acordo com a prefeitura. A decisão foi tomada em assembleia na frente da prefeitura, onde a Secretaria de Gestão apresentou um protocolo de entendimento sobre as negociações.

Os sindicatos informaram que a prefeitura se comprometeu a publicar normas sobre a reposição das horas não trabalhadas e a recomposição salarial. Um projeto de lei que prevê um reajuste de 5,2% foi aprovado, parcelado em duas parcelas anuais: 2,6% em maio de 2025 e 2,55% em maio de 2026. A votação ocorreu sob protestos de servidores públicos, que ocuparam o viaduto Jacareí, em frente à Câmara Municipal.

Compromissos e Desdobramentos

O protocolo de negociação inclui a promessa de que os 2,55% de 2026 referem-se à revisão anual de 2025. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindsep) afirmou que a luta por uma reposição inflacionária continuará na campanha salarial de 2026. A prefeitura justificou o parcelamento do reajuste como uma medida para manter o equilíbrio financeiro, prevendo um impacto de R$ 1,2 bilhão em salários.

Além disso, a Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo) anunciou um compromisso de apresentar uma petição conjunta para suspender a ação judicial que considera a greve abusiva. A prefeitura havia solicitado a instalação de um dissídio coletivo, e uma decisão liminar determinou que os sindicatos garantissem a presença de pelo menos 70% dos profissionais nas escolas durante a paralisação.

Futuro da Mobilização

João Gabriel Buonavita, presidente do Sindsep, declarou que, embora a greve tenha terminado, a campanha salarial de 2026 começará imediatamente. Ele enfatizou a importância de fortalecer a organização nas escolas e unidades de trabalho. A mobilização dos servidores continua, com a expectativa de novas negociações e reivindicações por melhores condições salariais.

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