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Justiça suspende contrato de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília

Justiça do DF suspende compra do Banco Master pelo BRB, apontando irregularidades e falta de aprovação legislativa.

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A Justiça do Distrito Federal impediu o Banco de Brasília (BRB) de assinar o contrato para comprar o Banco Master, atendendo a um pedido do Ministério Público. O juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos destacou irregularidades na operação, como a falta de aprovação pela assembleia de acionistas e pela Câmara Legislativa do DF. Embora a assinatura do contrato esteja suspensa, o juiz permitiu que o BRB continue com os preparativos para a compra, que envolve a aquisição de 58% do capital do Banco Master por R$ 2 bilhões. O BRB afirmou que a transação depende de aprovações regulatórias e reafirmou seu compromisso com a legalidade. A compra é polêmica devido à situação financeira do Banco Master, que tem ativos de alto risco e já enfrentou dificuldades para captar recursos. Além disso, um parecer da Câmara Legislativa indicou que a operação precisa de autorização legislativa, o que contrasta com a opinião da Procuradoria-Geral do DF, que defendeu que a autorização não era necessária. A negociação gerou desconfiança no mercado e entre políticos, com alguns deputados planejando solicitar a interrupção das negociações até que uma lei específica seja aprovada.

A Justiça do Distrito Federal concedeu uma liminar nesta terça-feira (6) que impede o Banco de Brasília (BRB) de assinar o contrato de compra do Banco Master. A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública, em resposta a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O MPDFT apontou irregularidades na operação, como a falta de aprovação pela assembleia de acionistas e a ausência de autorização legislativa. Apesar da liminar, o juiz permitiu que o BRB continue com os atos preparatórios para a aquisição. A operação, anunciada em março, envolve a compra de 58% do Banco Master por R$ 2 bilhões.

O BRB, em nota, afirmou que a transação está condicionada ao cumprimento de etapas e aprovações regulatórias. O banco destacou seu compromisso com a legalidade e a transparência. A operação também precisa da autorização do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Polêmica em Torno da Aquisição

A proposta de compra gerou controvérsias no mercado financeiro. O Banco Master é conhecido por sua política agressiva de captação de recursos, oferecendo rendimentos superiores a 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Além disso, a instituição enfrenta desconfiança devido a ativos de alto risco em sua carteira, como precatórios.

Um parecer da consultoria da Câmara Legislativa do Distrito Federal indicou que a operação deve passar pela aprovação dos deputados distritais. O parecer contrasta com a opinião da Procuradoria-Geral do Distrito Federal, que defendeu a não necessidade de autorização legislativa. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, apoia a aquisição, mas a situação permanece incerta enquanto a Justiça analisa o caso.

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