As carreiras públicas transversais na administração federal permitem que servidores trabalhem em diferentes órgãos, promovendo mobilidade. Atualmente, existem cerca de 5.000 servidores nessas carreiras, que representam uma pequena parte do total de 550 mil servidores. O Ministério de Gestão e Inovação vê essas carreiras como uma forma de ajustar a quantidade de servidores conforme a necessidade. No Concurso Nacional Unificado, que ocorrerá em 5 de outubro, serão introduzidas duas novas carreiras: analista técnico de desenvolvimento socioeconômico e analista técnico de justiça e defesa. Servidores da carreira de analistas técnicos de políticas sociais, que existe desde 2009, estão preocupados com a semelhança das atribuições dos novos cargos, o que pode afetar sua mobilidade. A associação dos servidores aponta que as novas funções têm deveres semelhantes aos dos atuais analistas. O secretário de Gestão e Inovação reconhece que é normal haver receios, mas afirma que as novas carreiras são complementares. A maioria dos analistas técnicos de políticas sociais são mulheres, enquanto as novas carreiras tendem a ser ocupadas por homens. Com a nomeação dos aprovados, os atuais analistas terão mais oportunidades de mobilidade. A avaliação das novas carreiras ainda levará tempo, e elas não foram criadas para aumentar o número de vagas, mas para remanejar postos considerados obsoletos.
As carreiras públicas transversais na administração federal ganharão destaque com a introdução de duas novas funções no Concurso Nacional Unificado (CNU), marcado para 5 de outubro. As novas carreiras são de analista técnico de desenvolvimento socioeconômico e analista técnico de justiça e defesa. O secretário de Gestão e Inovação, Roberto Pojo, afirma que essas mudanças visam aumentar a mobilidade dos servidores, que atualmente somam cerca de 5 mil em um total de 550 mil servidores ativos.
A criação das novas carreiras gerou preocupações entre os servidores já existentes, especialmente os analistas técnicos de políticas sociais, que temem que as atribuições dos novos cargos sejam semelhantes às suas. A Andeps (associação nacional dos servidores deste cargo) destaca que as funções de análise e planejamento são quase idênticas, o que pode impactar a mobilidade dos atuais servidores. Uma servidora com 11 anos de experiência descreveu as novas atribuições como um “copia e cola” das suas.
Pojo reconhece que é comum haver receios sobre o “sombreamento” das funções, mas defende que as novas carreiras são uma complementação e não uma ameaça. Ele também menciona que, com a nomeação dos aprovados no CNU, os analistas técnicos de políticas sociais terão mais oportunidades de mobilidade. A diretora da Andeps, Daniela Fortunato Rego, observa que 70% dos analistas técnicos de políticas sociais são mulheres, enquanto as novas carreiras tendem a ser dominadas por homens, devido ao histórico de áreas como economia e tecnologia.
A mobilidade entre os cargos é uma característica fundamental das carreiras transversais. Paulo Kliass, especialista em políticas públicas, compartilha que nunca permaneceu mais de três anos em um mesmo local, passando por diversos órgãos do governo. Ele ressalta que a avaliação das novas carreiras levará tempo, e que a criação delas não implica em aumento de vagas, mas sim em um remanejamento de postos considerados obsoletos.
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