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Casa Civil ignora improbidade e nomeia André Fidelis como diretor do INSS

André Fidelis, ex-diretor do INSS, foi exonerado após suspeitas de obstrução em auditoria sobre fraudes em descontos associativos.

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André Fidelis foi nomeado diretor de Benefícios do INSS em fevereiro de 2023, mesmo com um processo de improbidade administrativa contra ele por fraudes em descontos associativos. Em julho de 2024, ele foi exonerado por supostamente atrasar uma auditoria sobre esses descontos, de acordo com o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi. A Casa Civil não considerou o processo de improbidade ao avaliar sua nomeação, embora técnicos do INSS tenham alertado sobre o problema. Fidelis havia sido considerado culpado em um processo administrativo anterior, mas conseguiu anular essa decisão na Justiça. Ele afirmou que não havia impedimentos legais para sua nomeação, mas sua exoneração ocorreu após alegações de que ele estava protelando a auditoria.

André Fidelis foi exonerado do cargo de diretor de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em julho de 2024. A demissão ocorreu após alegações de que ele estaria protelando uma auditoria sobre descontos associativos, conforme afirmou o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Fidelis havia sido nomeado para o cargo em fevereiro de 2023, mesmo com um processo de improbidade administrativa em andamento. O processo envolvia fraudes relacionadas a descontos em aposentadorias e pensões. Na época, a Casa Civil não considerou o processo como um impedimento para sua nomeação, apesar de alertas de técnicos do INSS sobre a situação.

Contexto da Nomeação

A Diretoria de Benefícios, sob a liderança de Fidelis, é responsável pela análise dos descontos associativos e pela gestão da folha de pagamentos do INSS. O chefe da área jurídica do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, foi exonerado após ser citado em investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o esquema de fraudes.

O processo administrativo disciplinar que resultou na condenação de Fidelis foi declarado nulo pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região em janeiro de 2021. A decisão foi mantida em outubro de 2022 e, posteriormente, confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Fidelis argumentou que não havia impedimentos legais para sua nomeação, uma vez que a decisão judicial lhe era favorável.

Consequências da Exoneração

A exoneração de Fidelis foi motivada por sua suposta resistência em colaborar com a auditoria dos descontos associativos. Carlos Lupi destacou que a situação exigia uma resposta rápida do governo. A saída de Fidelis levanta questões sobre a gestão do INSS e a supervisão de processos administrativos dentro da autarquia.

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