O estudante Edson Luís de Lima Souto, que foi assassinado aos 18 anos durante um protesto em 1968, pode ser incluído no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio e agora aguarda a sanção do governador Cláudio Castro. Edson foi morto pela Polícia Militar com um tiro no peito enquanto participava de uma manifestação contra as condições do restaurante Calabouço, que servia refeições a estudantes. Sua morte gerou grande comoção e protestos em todo o país, marcando o início de um período de intensa resistência estudantil contra a ditadura militar. O projeto de lei que propõe sua inclusão no livro é de autoria da deputada Dani Monteiro e tem o apoio de outros parlamentares que também estavam presentes na manifestação em que Edson foi morto. Desde 2019, o dia 28 de março é reconhecido como o Dia Estadual da Juventude em Defesa da Democracia em homenagem a ele.
O estudante Edson Luís de Lima Souto, assassinado em 1968 durante um protesto contra a ditadura militar, será incluído no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e aguarda a sanção do governador Cláudio Castro.
Edson Luís, que tinha apenas dezoito anos, foi morto pela Polícia Militar em 28 de março de 1968, durante uma manifestação no restaurante Calabouço, conhecido por fornecer refeições a preços acessíveis para estudantes. O jovem, que estudava no Instituto Cooperativa de Ensino, foi atingido por um tiro no peito durante uma repressão policial a um ato pacífico.
A deputada Dani Monteiro (PSOL), autora do projeto, destacou a importância de Edson como símbolo da luta pela democracia e pelos direitos dos estudantes. Ela afirmou que o reconhecimento é um marco em um momento em que os direitos humanos ainda enfrentam desafios no Brasil. Os deputados Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD), que também estavam presentes na manifestação, se tornaram coautores do projeto.
Após a morte de Edson, uma onda de protestos tomou conta do país, culminando na Passeata dos Cem Mil e em outras mobilizações. O evento foi um marco na resistência estudantil e na luta contra a repressão. O dia 28 de março foi reconhecido como o Dia Estadual da Juventude em Defesa da Democracia em 2019, em homenagem ao estudante.
A inclusão de Edson no Livro dos Heróis é um reconhecimento tardio, mas significativo, de sua contribuição para a história do Brasil e da luta pela liberdade. O projeto agora aguarda a assinatura do governador para se tornar lei.
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