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Juiz questiona advogado sobre afirmações de Trump sobre deportação de migrante salvadorenho

Erro administrativo leva à deportação de Kilmar Abrego García, gerando debate sobre políticas de imigração e direitos legais nos EUA.

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Um juiz federal questionou um advogado do governo de Donald Trump sobre a afirmação do presidente de que poderia garantir o retorno de Kilmar Abrego García, um salvadorenho deportado por engano, com um simples telefonema. A deportação de García ocorreu apesar de uma ordem judicial que proibia sua expulsão. O juiz James Boasberg perguntou se Trump estava dizendo a verdade, e o advogado respondeu que, embora os EUA pudessem influenciar a libertação dos migrantes, isso não significava que eles estavam sob custódia americana. García, que fugiu de ameaças de gangues em El Salvador e viveu legalmente nos EUA, foi deportado após ser detido pelo ICE. O governo admitiu que a deportação foi um erro administrativo. Outros migrantes, como Daniel Lozano-Camargo, também foram deportados indevidamente, levantando questões sobre o devido processo legal. A ACLU pediu ao juiz que garantisse o retorno dos deportados, argumentando que eles não tiveram acesso ao devido processo. O juiz reconheceu que os EUA ainda eram responsáveis pelo encarceramento deles, mesmo estando em El Salvador. O governo, no entanto, se opôs ao retorno de Lozano-Camargo, alegando que ele poderia ser considerado parte de uma gangue, mas o juiz insistiu que a questão era o processo legal, não o resultado final do pedido de asilo.

Kilmar Abrego García, um migrante salvadorenho, foi deportado erroneamente para El Salvador, apesar de ter uma ordem judicial que proibia sua expulsão. Um juiz federal questionou a veracidade das afirmações do ex-presidente Donald Trump, que disse que poderia garantir o retorno de García com um telefonema. A audiência ocorreu em um caso onde o governo argumenta que não pode obter a custódia de migrantes venezuelanos detidos em uma penitenciária salvadorenha.

García, que viveu legalmente nos Estados Unidos, foi deportado em março após ser detido por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). O governo americano reconheceu que a deportação foi um “erro administrativo”. O juiz James Boasberg indagou se Trump estava dizendo a verdade ao afirmar que poderia garantir a libertação de García. O advogado do Departamento de Justiça, Abhishek Kambli, afirmou que, embora os EUA tivessem influência, isso não significava que os migrantes estavam sob custódia americana.

Além de García, outros migrantes, como Daniel Lozano-Camargo, também foram deportados indevidamente. Lozano-Camargo tinha uma proteção legal contra a deportação, mas foi expulso e está preso em El Salvador. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) pediu ao juiz Boasberg que ordenasse o retorno dos venezuelanos deportados, argumentando que eles não tiveram acesso ao devido processo legal.

O caso de García e Lozano-Camargo levanta questões sobre as políticas de imigração da administração Trump, que críticos afirmam violarem os direitos constitucionais dos migrantes. O juiz Boasberg ainda não decidiu sobre o pedido da ACLU, mas reconheceu que os EUA são responsáveis pelo encarceramento dos migrantes, mesmo que estejam em El Salvador.

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