Javier Milei, presidente da Argentina, criticou empresários que estão bloqueando reformas econômicas, mencionando um empresário do setor de tabaco. Pablo Otero, da Tabacalera Sarandí, se sentiu atingido e agora enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Ele renunciou a cargos na empresa devido a uma campanha de desprestígio e planeja expandir seus negócios para o Uruguai. A Tabacalera Sarandí, que fatura 800 milhões de dólares por ano, deve mais de 1.200 milhões de dólares em impostos por não seguir uma lei que fixa preços mínimos. Otero afirma que as acusações contra ele são parte de uma conspiração envolvendo a concorrência e instituições de justiça. Ele também comentou sobre sua trajetória no setor tabacalero e sua visão sobre a indústria, além de expressar apoio a Milei, acreditando que o governo anterior dificultou os negócios. Otero nega as acusações de corrupção e afirma que não deve nada ao Estado, defendendo suas práticas comerciais. Ele está agora focado em novos projetos no Uruguai, onde vê oportunidades em setores como automóveis e serviços financeiros.
O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou empresários que bloqueiam reformas liberais, mencionando um empresário do setor tabacalero. Essa declaração gerou investigações sobre evasão fiscal e lavagem de dinheiro, envolvendo Pablo Otero, da Tabacalera Sarandí.
Otero, que renunciou a cargos na empresa devido a uma campanha de desprestígio, enfrenta denúncias de irregularidades fiscais. Sua empresa, que fatura R$ 800 milhões por ano, deve mais de R$ 1,2 bilhão ao fisco por não cumprir uma lei de 2017 que exigia preços mínimos para cigarros.
Em abril de 2024, o governo denunciou Otero por lavagem de dinheiro. Ele alega que a campanha contra ele é orquestrada pela concorrente Massalin Particulares, controlada pela Philip Morris. O empresário afirma que a situação o levou a planejar a expansão de seus negócios para o Uruguai, onde pretende investir em automóveis e serviços financeiros.
Otero, que começou sua trajetória empresarial em 1998, destaca que sua empresa representa 95% da receita do grupo familiar. Ele também comentou sobre a pressão que enfrenta, afirmando que a Corte Suprema autorizou a cobrança da dívida fiscal, mas ele nega a existência de débitos com o Estado.
Recentemente, Otero contratou um lobby para defender os interesses de sua empresa na chamada Lei Ómnibus, que visava regular o setor tabacalero. Ele argumenta que a concorrência com multinacionais é desleal e que sua empresa precisa de condições justas para operar.
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