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Discriminação de gênero afeta mulheres após licença-maternidade, revela pesquisa

Maternidade gera demissões e queda de renda para mulheres, como evidenciado por Carolina Ragazzi, ex-executiva do Goldman Sachs, que denunciou assédio.

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Carolina Ragazzi, ex-executiva do Goldman Sachs, denunciou discriminação de gênero e assédio moral após sua licença-maternidade. Ela revelou que, antes de ser mãe, estava entre os profissionais mais bem pagos, mas enfrentou exclusão e falta de apoio ao retornar ao trabalho. Uma pesquisa mostrou que mais da metade das mulheres já foi demitida ou conhece alguém que foi desligada após a licença-maternidade. Estudos indicam que a renda das mulheres cai em média 50% após a maternidade, e elas têm menos chances de conseguir empregos melhores. Ragazzi compartilhou que suas ideias foram ignoradas e que foi afastada de projetos importantes, recebendo comentários desrespeitosos durante sua licença. Outras mulheres do setor financeiro também relataram experiências semelhantes, como demissões após a licença. Especialistas afirmam que as empresas não estão preparadas para apoiar mães e que é necessário mudar a cultura para que homens também assumam responsabilidades parentais. Ragazzi agora pretende lutar por uma licença-paternidade mais longa, afirmando que a atual de apenas cinco dias é inaceitável. Após apresentar uma denúncia formal ao Goldman Sachs, ela recebeu uma resposta insatisfatória e a empresa admitiu ter problemas de diversidade, mas não encontrou provas para suas alegações.

Carolina Ragazzi, ex-executiva do Goldman Sachs, denunciou discriminação de gênero e assédio moral após sua licença-maternidade. Em um vídeo nas redes sociais, ela revelou que, após se tornar mãe, passou a ser excluída de projetos importantes e suas ideias foram desconsideradas.

Dados de uma pesquisa do portal Empregos.com.br mostram que mais da metade das mulheres (56,4%) já foi demitida ou conhece alguém que foi desligada após retornar da licença-maternidade. A economista Cecilia Machado, da Universidade Columbia, aponta que a renda das mulheres cai em média 50% após a maternidade, com provedoras enfrentando uma queda de 60%.

Ragazzi, que ocupava um cargo de vice-presidente na área de investment bank do Goldman Sachs, afirmou que foi assediada e afastada de um grande negócio após o nascimento de seu segundo filho. Ao questionar seu chefe sobre sua exclusão, recebeu a justificativa de que as reuniões ocorreriam em horários incompatíveis com a amamentação.

Após a divulgação do vídeo, Ragazzi recebeu apoio de outras mulheres do setor financeiro, que compartilharam experiências semelhantes de demissões e assédio. Uma ex-colega relatou ter sido demitida após ter um filho, enquanto outra mencionou piadas sobre o afastamento de Ragazzi durante sua licença.

Margareth Goldenberg, do movimento Mulher 360, destacou que o caso de Ragazzi ilustra o preconceito enfrentado por mulheres no ambiente corporativo. A professora Ana Diniz, do Insper, acrescentou que as empresas não estão preparadas para receber mães, o que compromete a permanência e ascensão feminina no mercado de trabalho.

Ragazzi, que foi a primeira mulher a engravidar na área de investment bank do Goldman Sachs, agora se compromete a defender a ampliação da licença-paternidade. Ela considera inaceitável a licença de apenas cinco dias e afirma que a mudança cultural é necessária para que homens também assumam responsabilidades parentais. Após apresentar uma denúncia formal ao Goldman Sachs, a executiva aguarda uma resposta sobre suas alegações de assédio e discriminação.

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