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Oxxo é condenada a indenizar cliente por discriminação racial em loja de São Paulo

Oxxo é condenada a indenizar cliente em R$ 20 mil por discriminação racial em abordagem inadequada em loja de São Paulo.

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A Oxxo, rede de minimercados que atua no Brasil desde 2020, foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 20 mil a um cliente que sofreu discriminação racial. O incidente ocorreu em junho de 2023, quando um publicitário de 30 anos estava em uma loja na alameda Campinas, acompanhado de um amigo. Eles foram abordados por funcionárias que alegaram que o cliente havia furtado alimentos e exigiram que ele esvaziasse os bolsos na frente de outros clientes. O publicitário e seu amigo mostraram que não tinham nada, mas não receberam explicações sobre a abordagem. O advogado do cliente afirmou que a situação refletiu preconceito racial, enquanto a Oxxo defendeu que a abordagem foi regular e não teve relação com a cor da pele. O juiz, no entanto, considerou que não havia justificativa para a abordagem e que ela foi vexatória. A Oxxo ainda pode recorrer da decisão.

A rede de minimercados Oxxo foi condenada pela Justiça paulista a pagar R$ 20 mil a um cliente que sofreu discriminação racial em uma de suas lojas. O incidente ocorreu em junho de 2023, quando um publicitário de 30 anos fazia compras em uma unidade localizada na alameda Campinas, nos Jardins, em São Paulo.

Durante a compra, o cliente e um amigo foram abordados por duas funcionárias que alegaram que ele havia furtado alimentos. As funcionárias exigiram que ele esvaziasse os bolsos na frente de outros clientes, que interromperam suas compras para observar a situação. O publicitário e seu amigo demonstraram que não possuíam nada e questionaram a abordagem, que consideraram “grotesca e sem fundamento”.

O advogado do cliente, Henrique Cozendey Martins, afirmou que a abordagem reflete o pré-conceito enraizado na cultura brasileira, associando pessoas negras a criminosos. Ele destacou que a conduta causou “grave constrangimento e humilhação” ao cliente. Em sua defesa, a Oxxo argumentou que a abordagem foi regular e não teve conotação racial, mas o juiz Henrique Inoue não aceitou essa justificativa.

O juiz ressaltou que as funcionárias não apresentaram indícios que justificassem a abordagem e afirmou que o cliente foi tratado de forma vexatória. A Oxxo ainda pode recorrer da decisão judicial.

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