O papa Leão XIV, que foi eleito recentemente, afirmou que dará continuidade ao trabalho do papa Francisco, focando em uma Igreja mais inclusiva e em diálogo. Ele também terá que lidar com a situação financeira delicada da Igreja, que enfrenta um déficit de 83,5 milhões de euros em 2023. Durante o papado de Francisco, houve avanços na transparência e na gestão financeira do Vaticano, com o Banco do Vaticano começando a publicar relatórios anuais e recebendo uma boa avaliação em relação ao combate à lavagem de dinheiro. Apesar de ter registrado um lucro de 30,6 milhões de euros em 2023, o banco ainda apresenta resultados modestos em comparação a instituições financeiras comuns. O Vaticano, por sua vez, continua a registrar déficits operacionais, com despesas superando as receitas. O papa Francisco havia solicitado um plano para alcançar um “déficit zero” e alertou sobre problemas no fundo de pensões da Santa Sé, que enfrenta um rombo significativo. Enquanto alguns cardeais se preocupam com as finanças, outros acreditam que a missão espiritual da Igreja deve ser priorizada. O historiador Rodrigo Coppe acredita que o novo papa terá que equilibrar as questões financeiras com a missão da Igreja, já que em 2023, uma parte significativa do orçamento foi destinada a apoiar igrejas locais e promover a evangelização.
O papa Leão XIV, eleito em 8 de maio de 2025, anunciou em seu primeiro discurso que dará continuidade ao legado de inclusão e diálogo de seu antecessor, Francisco. Ele enfrentará desafios financeiros significativos, incluindo um déficit de 83,5 milhões de euros em 2023.
Durante o papado de Francisco, reformas foram implementadas para aumentar a transparência e a gestão financeira do Vaticano. O Banco do Vaticano, conhecido como Instituto para as Obras de Religião (IOR), começou a publicar relatórios anuais em 2013. Em 2021, o IOR recebeu a nota máxima do Moneyval, órgão que avalia medidas de combate a crimes financeiros na Europa. Em 2023, o banco gerenciou 5,4 bilhões de euros em ativos e registrou um lucro de 30,6 milhões de euros.
Apesar do lucro do IOR, o Vaticano enfrenta déficits operacionais consecutivos. Em 2023, as receitas totalizaram 1,152 bilhão de euros, um aumento de apenas 2,5% em relação ao ano anterior. As despesas operacionais também cresceram, alcançando 1,236 bilhão de euros. O papa Francisco havia solicitado um cronograma para atingir um “déficit zero” e alertou sobre o desequilíbrio no fundo de pensões, estimado em 1,5 bilhão de euros.
Enquanto cardeais dos Estados Unidos e da Alemanha expressam preocupações sobre a fragilidade financeira da Igreja, outros religiosos consideram que a missão espiritual deve ser priorizada. O historiador Rodrigo Coppe, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, destaca que “todas as questões de missão também envolvem a questão econômica”.
Em 2023, 370,5 milhões de euros foram destinados à Missão Apostólica, com 39% voltados para apoio a igrejas locais em dificuldades. O papa Leão XIV, com experiência na Cúria Romana, deve lidar com a questão econômica de forma eficaz, conforme apontado por Coppe.
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