A Lei da Aprendizagem, que existe desde 2000, ajuda jovens a entrarem no mercado de trabalho e a continuarem seus estudos. Dados recentes mostram que 60% dos jovens aprendizes conseguem trabalhar e estudar um ano após o programa, com apenas 7% sem emprego ou estudo. O número de aprendizes ativos no Brasil chegou a 647 mil em outubro de 2024, mas poderia ser maior se as empresas cumprissem as cotas legais. A lei já beneficiou mais de 5 milhões de brasileiros, permitindo que jovens em situação de vulnerabilidade social desenvolvam habilidades importantes para o mercado. A pesquisa do Espro revela que a maioria dos ex-aprendizes continua empregada um ano depois de terminar o programa, com 30% deles permanecendo na mesma empresa. Apesar do crescimento, muitos recrutadores ainda veem a aprendizagem como um fardo, quando na verdade é uma chance de formar novos talentos e ajudar a reduzir desigualdades sociais.
A Lei da Aprendizagem (lei nº 10.097/2000) tem sido fundamental para a inclusão de jovens no mercado de trabalho. Recentemente, dados do Espro (Ensino Social Profissionalizante) revelaram que 60% dos jovens aprendizes continuam a trabalhar e estudar um ano após o programa, com uma taxa de inatividade de apenas 7%.
Em outubro de 2024, o Brasil alcançou a marca de 647 mil aprendizes ativos, um aumento significativo em relação aos 500 mil de 2022. No entanto, esse número poderia ser ainda maior se as cotas legais fossem respeitadas. A lei visa não apenas garantir a educação básica, mas também combater a exploração da mão de obra infanto-juvenil.
Os programas de aprendizagem permitem que jovens em situação de vulnerabilidade social desenvolvam habilidades essenciais, como trabalho em equipe e gestão do tempo. Os aprendizes trabalham com carteira assinada, cumprindo jornadas de quatro a seis horas diárias e frequentando uma instituição de ensino profissionalizante.
Impacto da Aprendizagem
Uma pesquisa do Espro com 1.810 jovens de 18 a 24 anos mostrou que oito em cada dez ex-aprendizes permanecem empregados um ano após o término do programa. Destes, 30% continuam na mesma empresa onde foram aprendizes. Esses dados demonstram a eficácia da Lei da Aprendizagem na promoção da mobilidade social.
Apesar dos avanços, muitos recrutadores ainda veem a aprendizagem como um ônus, quando deveria ser encarada como uma oportunidade de desenvolvimento de talentos. O cumprimento das cotas legais poderia beneficiar tanto os negócios quanto a sociedade, promovendo uma dinâmica de “ganha-ganha”.
Entre na conversa da comunidade