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Polícia Federal investiga fraudes em associações de aposentados com lavagem de dinheiro

Fraude no INSS: Polícia Federal investiga funerária por mortes falsas e lavagem de dinheiro, bloqueando milhões de reais de associações no Ceará.

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A Polícia Federal está investigando um esquema de fraudes envolvendo a funerária Global Planos Funerários e associações no Ceará que descontavam valores do INSS sem autorização. A Global recebeu R$ 34 milhões da Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas e R$ 2,3 milhões da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional, ambas sob investigação. A Justiça bloqueou até R$ 202 milhões dessas entidades. A PF suspeita que a funerária estava envolvida em mortes falsas de associados, com um número elevado de óbitos que não se refletia no número de associados ativos. Além disso, a Global, que pertence a um ex-presidente da Caap, fez transferências suspeitas para uma clínica ligada a um familiar de uma tesoureira da Aapen. Uma auditoria revelou que a maioria dos associados não autorizou os descontos. A Global teve seu CNPJ encerrado em abril de 2024, após a operação da PF. As associações e seus dirigentes não responderam às tentativas de contato.

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de fraudes envolvendo a funerária Global Planos Funerários e associações no Ceará que descontavam valores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem autorização. A operação revelou indícios de lavagem de dinheiro e a criação de mortes falsas de associados.

A Global recebeu R$ 34 milhões da Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas (Caap) e R$ 2,3 milhões da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen). Ambas as entidades estão sob investigação por práticas irregulares. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de R$ 147,3 milhões da Caap e da Global, além de R$ 202 milhões da Aapen.

Irregularidades e Lavagem de Dinheiro

Os repasses entre 2022 e 2024 indicam que os valores poderiam custear enterros de 8.713 pessoas, o que equivale a 19 mortes diárias. A Aapen, por sua vez, reportou 3,78 mortes diárias. A PF questiona a manutenção do número de associados, mesmo com tantas supostas mortes. Os pagamentos à Global começaram em novembro de 2022, após a Caap iniciar os descontos no INSS.

A Global é de propriedade de José Lins Neto, ex-presidente da Caap e vinculado à Aapen. A PF identificou que a funerária transferiu R$ 12 milhões para a Clínica e Laboratório Máxima Saúde Ltda, que tem entre os sócios o genro da tesoureira da Aapen, Maria Luzimar Rocha Lopes. A PF considera que essas transações eram parte do esquema de lavagem de dinheiro.

Denúncias e Auditorias

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que, em uma amostra de 210 associados da Aapen, todos afirmaram que não autorizaram os descontos. Na Caap, apenas uma pessoa de 215 disse ter autorizado. Desde 2019, a Aapen faturou R$ 81,9 milhões com os descontos, enquanto a Caap arrecadou R$ 48 milhões.

A Global teve seu CNPJ encerrado em 1º de abril de 2024, após a operação da PF. As entidades e seus representantes não responderam aos contatos da imprensa. A investigação continua em andamento, com a PF buscando esclarecer as irregularidades e responsabilizar os envolvidos.

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