O novo papa, Leo XIV, tem raízes profundas em Nova Orleans, onde todos os seus bisavós maternos eram “pessoas livres de cor”. Isso revela sua herança creole e a influência da cultura afro-americana na Igreja Católica. Pesquisadores descobriram que seus ancestrais, que misturavam culturas francesa, espanhola, africana e indígena, são motivo de orgulho para muitos católicos da região. Leo, que viveu em Chicago e passou mais de 20 anos no Peru, é visto como uma figura que pode unir a Igreja Católica globalmente e dar mais visibilidade aos católicos negros, cuja história muitas vezes é ignorada. Além disso, há indícios de que ele pode ter laços ancestrais com o Haiti. A história de sua família reflete as complexidades da identidade creole e a migração de muitos afro-americanos em busca de melhores condições de vida. A eleição do papa é vista como uma oportunidade para reconhecer a contribuição dos católicos negros na cultura de Nova Orleans, que é rica em tradições como o Mardi Gras e a música jazz. A esperança é que sua herança ajude a promover uma Igreja mais inclusiva e que reconheça a diversidade de suas raízes.
O novo papa, Leo XIV, tem raízes profundas na cultura creole de Louisiana. Pesquisas revelaram que todos os seus bisavós maternos eram “pessoas livres de cor”, destacando a influência da cultura afro-americana na Igreja Católica. A descoberta foi feita pelo genealogista Jari Honora, que se interessou pelo sobrenome francês Prevost.
A ancestralidade do papa reflete um rico mosaico cultural. Os antepassados maternos de Leo XIV, considerados creoles, representam a mistura de culturas francesa, espanhola, africana e indígena. Honora, que compartilha essa herança, acredita que a eleição do papa é um passo importante para unir a Igreja Católica e valorizar a contribuição dos católicos negros.
O ex-cardeal Robert Prevost, avô do papa, e sua esposa, identificados como “mulato” e “negro” em registros históricos, casaram-se em Nova Orleans em mil oitocentos e oitenta e sete. Eles migraram para Chicago em busca de melhores condições de vida, como muitos afro-americanos da época. A mãe do papa, Mildred Agnes Martinez, nasceu em Chicago e é identificada como “branca” em sua certidão de nascimento.
A história da família do papa ilustra a luta contra o racismo. O ex-prefeito de Nova Orleans, Marc Morial, descreveu essa trajetória como uma “história americana” de superação. A mudança de identidade racial da família reflete as dificuldades enfrentadas por pessoas de cor no sul dos Estados Unidos.
O padre Ajani Gibson, da Igreja de São Pedro Claver, vê as raízes do papa como uma reafirmação da influência afro-americana no catolicismo em Nova Orleans. Ele espera que a herança creole do papa promova uma visão inclusiva da Igreja. A professora Shannen Dee Williams destaca que a genealogia do papa pode ajudar a reconhecer a história não contada do catolicismo americano, que inclui a experiência de africanos e seus descendentes.
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