Celsinho da Vila Vintém, fundador da facção Amigos dos Amigos, foi preso novamente no Rio de Janeiro, acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele teria feito um acordo com o Comando Vermelho para expandir seu controle na Zona Oeste. A facção ADA vem perdendo território nos últimos anos, com uma queda de 75,8% em sua influência. A polícia investiga uma aliança entre Celsinho e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, do Comando Vermelho, que teria sido discutida em uma videoconferência. Celsinho, que estava em liberdade desde 2022, nega as acusações e afirma que se dedicava a negócios legítimos. Após sua prisão, ele foi levado para o Complexo de Gericinó. Além dele, Doca e André Costa Barros, o Boto, também tiveram prisões decretadas.
Celsinho da Vila Vintém, fundador da facção Amigos dos Amigos (ADA), foi preso novamente na última quinta-feira, em sua residência na Vila Vintém, no Rio de Janeiro. Ele é acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico, após uma suposta aliança com o Comando Vermelho (CV) para expandir o domínio na Zona Oeste.
A facção ADA, criada nos anos 1990, tem enfrentado uma queda drástica em sua influência. Dados de 2023 indicam que a ADA foi a única organização criminosa a perder território no Estado do Rio nos últimos 16 anos, com uma redução de 75,8%. A investigação da 32ª Delegacia de Polícia (DP) de Taquara revelou que Celsinho teria negociado com Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, integrante da cúpula do CV, em uma videoconferência.
Durante essa reunião, foi acordado que o CV utilizaria áreas sob controle da ADA, como Vila Vintém e Vila Sapê, para invasões na Zona Oeste, especialmente em Santa Cruz. Em troca, Celsinho receberia apoio armado e parte dos lucros das atividades ilegais na região. A investigação começou em fevereiro, quando oito homens foram presos vendendo drogas na Vila do Sapê, afirmando agir a mando de Celsinho.
O delegado Marcos Buss, da 32ª DP, afirmou que há provas materiais e testemunhais que indicam uma atuação coordenada entre as facções. Celsinho, que estava em liberdade há três anos, nega as acusações e se declarou empresário do ramo de carnes suínas. Seu advogado, Max Marques, afirmou que a prisão foi uma surpresa e que seu cliente não participa de atividades criminosas.
Após a audiência de custódia, a prisão temporária de Celsinho foi mantida. Ele foi transferido para o Complexo de Gericinó. Além dele, Doca e André Costa Barros, conhecido como Boto, também tiveram prisões decretadas. Boto já está preso em uma penitenciária federal, enquanto Doca permanece foragido.
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