Charlie Hopkins, um ex-detento de Alcatraz, relembra sua experiência na prisão e critica a ideia de Donald Trump de reabri-la, considerando-a impraticável e cara. Aos 93 anos, Hopkins, que acredita ser o último ex-prisioneiro vivo de Alcatraz, fala sobre o “silêncio mortal” que sentia durante os três anos que passou lá. Ele foi preso em 1952 por sequestro e roubo e transferido para Alcatraz em 1955. A vida na prisão era monótona, com poucas distrações e uma rotina difícil. Hopkins também enfrentou problemas, incluindo períodos no confinamento solitário após tentar ajudar em uma fuga. Ele descreve a segurança da prisão como muito forte quando saiu em 1958. Alcatraz foi fechada em 1963, pois o governo achou mais barato construir novas prisões. Hoje, o local é uma atração turística, mas está em ruínas. Trump afirmou que quer reabrir a prisão para criminosos violentos, mas Hopkins acredita que isso é apenas uma estratégia política e que a reabertura seria muito cara e complicada. Após deixar Alcatraz, Hopkins recebeu tratamento psiquiátrico e, em 1963, foi libertado. Atualmente, ele vive na Flórida e escreve suas memórias sobre o tempo que passou na prisão.
Charlie Hopkins, ex-detento de Alcatraz, expressou sua desaprovação à proposta do ex-presidente Donald Trump de reabrir a famosa prisão. Em entrevista à BBC, Hopkins, que acredita ser o último ex-prisioneiro vivo, considera a ideia impraticável e cara.
A prisão, que operou até 1963, abrigou notórios criminosos como Al Capone e Frank Morris. Hopkins, que passou três anos em Alcatraz, relembra o “silêncio mortal” do local, onde os dias eram marcados pela monotonia e escassez de atividades. Ele foi enviado para a prisão em 1955, após ser condenado por sequestro e roubo.
Hopkins recorda que a rotina era interrompida por figuras lendárias e que ele mesmo enfrentou problemas, incluindo períodos no Bloco D, o setor de confinamento solitário. Ele participou de um plano de fuga que não teve sucesso, mas que envolveu o famoso assaltante de banco Forrest Tucker.
Alcatraz foi fechada em 1963 devido aos altos custos de manutenção, com o governo decidindo que seria mais econômico construir novas prisões. Atualmente, o local é uma atração turística, gerando cerca de US$ 60 milhões em receita anual, apesar de estar em ruínas.
Trump, que declarou que Alcatraz poderia abrigar “criminosos mais cruéis e violentos”, não convence Hopkins. Ele afirma que a proposta é uma estratégia para transmitir uma mensagem sobre punição. Para Hopkins, reabrir a prisão seria muito caro, considerando as condições precárias da infraestrutura.
Após sua libertação, Hopkins foi transferido para uma prisão em Springfield, onde recebeu tratamento psiquiátrico. Hoje, ele vive na Flórida e escreve suas memórias, refletindo sobre os problemas que causou durante seu tempo em Alcatraz.
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