O plano Punhal Verde Amarelo, criado por militares, tinha como objetivo neutralizar autoridades durante o governo Lula, incluindo o ex-ministro José Dirceu, que era conhecido pelo codinome Juca. A investigação da Polícia Federal revelou que Dirceu era visto como um possível líder na nova gestão de Lula e que sua eliminação poderia desarticular a esquerda radical. O plano também incluía alvos como Lula, codinome Jeca, e o vice-presidente Alckmin, codinome Joca. A intenção era causar um impacto significativo na chapa vencedora. Embora a PF tenha levantado outros nomes que poderiam se referir ao codinome Juca, não conseguiu confirmar quem seria o alvo exato do plano. Dirceu, que se afastou das articulações políticas diretas, não quis comentar sobre o assunto. O plano previa ações violentas, como o envenenamento de Lula, e considerava que a morte de Dirceu não causaria grande comoção. A Procuradoria-Geral da República acredita que o ex-presidente Bolsonaro tinha conhecimento do plano e o apoiou, embora a PF não tenha encontrado provas diretas disso. A denúncia contra os envolvidos foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal, e eles agora respondem por tentativa de golpe de Estado.
O plano Punhal Verde Amarelo, elaborado pelo general Mario Fernandes, tinha como objetivo a neutralização de autoridades durante o governo Lula. Entre os alvos estava o ex-ministro José Dirceu, codinome Juca, que foi identificado como uma figura central na desarticulação da esquerda radical. A revelação foi confirmada por fontes com acesso às investigações.
A operação militar clandestina previa ações contra quatro alvos, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os codinomes Jeca e Joca referiam-se ao então presidente eleito Lula e ao vice-presidente Geraldo Alckmin, respectivamente. A Polícia Federal (PF) ainda investiga a extensão do plano e outros possíveis alvos associados ao codinome Juca.
José Dirceu, que participou de um ato público recente, não se manifestou sobre as acusações. Apesar de sua influência nas gestões anteriores de Lula, ele se afastou das articulações políticas atuais. O plano o descrevia como uma “iminência parda” do futuro governo, sugerindo que sua eliminação poderia desarticular a esquerda radical.
O plano também previa o envenenamento de Lula, considerando seu estado de saúde. A neutralização de Alckmin, por sua vez, era vista como uma forma de desestabilizar a chapa vencedora. A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera Moraes o principal alvo, embora não tenha sido formalmente mencionado no plano.
A defesa de Mario Fernandes não comentou o caso, alegando falta de acesso às provas. A PGR, por outro lado, afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha conhecimento do plano e deu aval a ele. A investigação da PF sugere que o plano foi apresentado a Bolsonaro, mas não há registros de que ele tenha concordado com as intenções do general. A denúncia contra Fernandes e outros cinco réus foi recebida pelo STF, que agora analisa o caso.
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