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Miguel Benasayag critica a polarização e defende a importância do conflito criativo

Benasayag critica a polarização política e a desumanização pela tecnologia em seus novos ensaios, propondo a criação como resistência.

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Miguel Benasayag, filósofo argentino, lançou dois novos ensaios, “Elogio del conflicto” e “Clínica del malestar”, onde critica a polarização política atual, citando líderes como Javier Milei e Donald Trump. Ele argumenta que a forma como vemos o mundo se tornou muito simplista e agressiva, levando a um enfrentamento em vez de um verdadeiro conflito, que é essencial para a vida social. Benasayag acredita que essa abordagem destrói os laços sociais e que a desumanização está ligada ao uso excessivo da tecnologia. Ele observa que a polarização política atual é uma estratégia da ultradireita para manter o poder, e que isso resulta em uma sociedade dividida. Além disso, ele alerta sobre os efeitos negativos da tecnologia em nosso cérebro, afirmando que estamos nos tornando dependentes das máquinas, o que pode prejudicar nossas habilidades cognitivas. Benasayag defende a necessidade de criar novas formas de interação e resistência, em vez de se deixar levar por confrontos que não levam a lugar algum.

Miguel Benasayag, filósofo argentino de setenta e dois anos, lançou dois novos ensaios: Elogio del conflicto e Clínica del malestar. As obras foram apresentadas na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, em abril de dois mil e vinte e cinco. Benasayag critica a polarização política atual, exemplificada por líderes como Javier Milei e Donald Trump, e discute a desumanização provocada pela tecnologia.

O autor observa que, na sociedade contemporânea, a complexidade das relações sociais está sendo substituída por uma visão binária e agressiva. Ele diferencia conflito de enfrentamento, afirmando que o primeiro é essencial para a vida social, enquanto o segundo resulta na destruição de laços sociais. Para ele, a retórica de Milei exemplifica essa ruptura, promovendo um ambiente de agressividade que isola o indivíduo do coletivo.

Benasayag também menciona a estratégia comum da ultradireita, que busca eliminar o conflito em favor do enfrentamento. Ele destaca que essa abordagem pode levar a um futuro sem recursos básicos, como água e comida. O filósofo enfatiza a importância de compreender esses mecanismos em vez de se deixar levar por confrontos que não geram soluções.

Impacto da Tecnologia

O filósofo alerta sobre os efeitos da tecnologia em nossas vidas. Ele afirma que a constante conexão digital provoca mudanças cerebrais, levando as pessoas a se tornarem “cyborgs”. Benasayag menciona um estudo com motoristas de táxi que utilizavam GPS, revelando que, após três anos, suas habilidades de orientação espacial estavam comprometidas.

Ele critica a dependência excessiva das máquinas, argumentando que a ideologia atual promove a ideia de que a eficiência da máquina é superior à capacidade humana. Para Benasayag, é necessário emancipar-se do futuro linear e buscar alternativas que não estejam atreladas à produção incessante.

O filósofo conclui que a criação de novas possibilidades é fundamental para resistir à desumanização e à polarização. Ele defende que a arte e a cultura desempenham um papel crucial na construção de um futuro mais solidário e complexo.

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