O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que o julgamento da deputada federal Carla Zambelli não será suspenso. Zambelli está sendo julgada por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e pode ser condenada a dez anos de prisão. A defesa dela havia pedido a suspensão do julgamento, alegando que uma proposta na Câmara dos Deputados poderia interromper o processo, mas Moraes afirmou que os crimes ocorreram antes da diplomação da parlamentar e que a fase de apuração já foi concluída. A defesa planeja recorrer ao plenário do STF, já que a Primeira Turma já votou pela condenação, faltando apenas o voto de um ministro. O advogado de Zambelli considera a pena exagerada e argumenta que ela não deveria ser condenada, pois não tinha conhecimento de alguns dos atos que a incriminam.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A condenação pode resultar em dez anos de prisão e na perda do mandato.
O ministro Alexandre de Moraes negou a suspensão do julgamento, afirmando que os crimes ocorreram antes da diplomação da parlamentar. A defesa de Zambelli planeja recorrer ao plenário do STF, contestando a decisão e a pena imposta. O julgamento ocorre de forma virtual na Primeira Turma do STF e deve ser concluído na sexta-feira, dezesseis de maio.
A defesa argumentou que a Câmara dos Deputados está analisando uma proposta para sustar a ação penal, mas Moraes destacou que os crimes imputados a Zambelli são anteriores à sua diplomação. Ele afirmou que a fase de apuração penal já foi encerrada, inviabilizando qualquer ação da Câmara.
O advogado Daniel Bialski, que representa Zambelli, afirmou que ainda cabe recurso e que pretende entrar com embargos de declaração. Ele considera a pena exagerada e defende que a deputada não deveria ser condenada, alegando que ela não tinha conhecimento sobre alvarás de soltura falsos relacionados ao caso.
Zambelli é acusada, junto com o hacker Walter Delgatti Neto, de invasão de dispositivo informático qualificada e falsidade ideológica, em relação à adulteração de documentos no sistema do CNJ.
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