A freira brasileira Aline Ghammachi, de 41 anos, foi destituída do cargo de madre-abadessa do Mosteiro San Giacomo di Veglia, na Itália, após denúncias anônimas de maus-tratos e desvio de recursos, acusações que ela nega. Aline acredita que sua demissão foi influenciada por sexismo e machismo, e planeja continuar seu trabalho social em outra comunidade enquanto aguarda uma resposta do Vaticano sobre sua apelação. Sua saída, ocorrida em 28 de abril, gerou a saída de 11 freiras do mosteiro, que alegaram pressão no ambiente. Aline, que se tornou a madre-abadessa mais jovem da Itália em 2018, havia promovido várias iniciativas sociais, mas enfrentou auditorias e uma nova visita apostólica que a considerou desequilibrada. Ela relatou que o frei Mauro Giuseppe Lepori, abade-chefe da ordem, disse que ela era “bonita demais para ser freira”, o que a feriu. Desde então, o caso ganhou atenção na mídia, com um aumento significativo nas buscas pelo termo “freira” no Brasil, especialmente após uma reportagem que destacou sua história. Aline e as freiras que a apoiam pretendem continuar seu trabalho, apesar de precisarem pedir a dispensa de votos para se afastar oficialmente da ordem.
A freira brasileira Aline Ghammachi, de 41 anos, foi deposta do cargo de madre-abadessa do Mosteiro San Giacomo di Veglia, na Itália, em 21 de abril de 2023, após denúncias anônimas de maus-tratos e desvio de recursos. Aline nega as acusações e afirma que sua demissão foi influenciada por sexismo e machismo.
Aline, que se tornou a madre-abadessa mais jovem da Itália em 2018, liderou o mosteiro em diversas iniciativas sociais, incluindo apoio a mulheres vítimas de violência. Após sua saída, onze freiras deixaram a comunidade, alegando pressão psicológica. A freira recorreu ao Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a mais alta instância judicial da Igreja Católica, e aguarda resposta sobre sua apelação.
Em entrevista, Aline relatou que o abade-chefe da ordem, frei Mauro Giuseppe Lepori, a teria chamado de “bonita demais para ser freira”. Ela expressou sua indignação, afirmando que essa visão reflete um preconceito de gênero. Aline também destacou que apresentou as contas do mosteiro, que foram aceitas pela auditoria da Igreja.
O caso ganhou notoriedade na mídia, com um aumento significativo nas buscas pelo termo “freira” no Brasil, especialmente após uma reportagem da Folha de S.Paulo. Aline planeja continuar seu trabalho social em uma nova comunidade, enquanto busca justiça e espera que a nova liderança do papa Leão 14 possa trazer mudanças positivas.
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