O União Brasil está se preparando para pedir a suspensão do julgamento do ex-ministro Juscelino Filho, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a denúncia de corrupção contra ele. O partido pretende seguir a mesma estratégia que usou no caso de Alexandre Ramagem. A Procuradoria-Geral da República já denunciou Juscelino por desvio de emendas, e um relatório da Controladoria-Geral da União mostrou que 80% de uma estrada financiada por uma emenda dele beneficiou suas propriedades e as de sua família. Se a denúncia for aceita, o União Brasil solicitará que o processo na Câmara dos Deputados seja interrompido. O PL, partido de Jair Bolsonaro, está apoiando essa ação, que visa aumentar a pressão sobre o STF em outros casos, incluindo o da deputada Carla Zambelli, que também pediu a suspensão de seu julgamento.
O União Brasil está se preparando para solicitar a suspensão do julgamento do ex-ministro das Comunicações e deputado federal Juscelino Filho (MA) caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a denúncia de corrupção contra ele. A estratégia do partido segue o modelo utilizado no caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ).
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou: “Se a denúncia contra Juscelino for recebida, vamos entrar com o pedido na Câmara para suspender o processo.” A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Juscelino no início de abril por desvio de emendas, com um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) indicando que 80% de uma estrada custeada por emenda dele beneficiou propriedades suas e de familiares.
A decisão do STF sobre a denúncia é crucial para o andamento do caso. Se aceita, o União Brasil pretende agir rapidamente para interromper o processo na Câmara dos Deputados. A estratégia é similar à adotada na semana passada, quando a maioria dos deputados aprovou a suspensão da ação penal contra Ramagem, que envolve uma tentativa de golpe de Estado.
Além disso, o PL, partido de Jair Bolsonaro, tem incentivado o União Brasil a pressionar o STF em outros casos, incluindo o da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A defesa de Zambelli já solicitou ao STF a suspensão do julgamento contra ela, mas o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido. A situação se complica, pois quatro dos seis ministros da Primeira Turma do STF votaram pela condenação da deputada a dez anos de prisão por suspeita de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.
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