Cinquenta e três anos após ser assassinado pela ditadura militar, Bergson Gurjão Farias receberá um diploma post mortem da Universidade Federal do Ceará em uma cerimônia pública no dia 16. Bergson, que tinha 25 anos quando desapareceu em 1972, era um estudante ativo no movimento estudantil e foi considerado foragido da Justiça Militar. Ele atuou na Guerrilha do Araguaia e seus restos mortais foram encontrados nos anos 1990, sendo sepultados em 2009. Sua irmã, Ielnia, descreve Bergson como um jovem alegre e preocupado com a pobreza e a fome no Brasil. A homenagem é um momento de emoção para a família, que gostaria que seus pais estivessem presentes. Bergson foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFC em 1967 e foi preso em 1968 durante um congresso estudantil.
Cinquenta e três anos após seu assassinato pela ditadura militar, o estudante Bergson Gurjão Farias receberá um diploma post mortem da Universidade Federal do Ceará (UFC). A cerimônia ocorrerá no dia 16 de maio, às 17h30, na sala do Conselho Universitário, e será aberta ao público.
Bergson desapareceu em maio de 1972 em Caianos, no Pará, e era considerado foragido da Justiça Militar. Na época, ele tinha 25 anos e atuava no movimento estudantil, sendo conhecido na região como “Jorge”. Registros indicam que ele participou da Guerrilha do Araguaia. Seus restos mortais foram encontrados nos anos 1990, e o sepultamento ocorreu em 2009, em Fortaleza, com a presença de seus pais.
A homenagem é um momento de emoção para a família. Ielnia Gurjão Farias, irmã de Bergson, descreve-o como um jovem alegre, engajado em questões sociais. “Ele não se conformava com a pobreza e a fome”, afirmou. Ielnia, que reside nos Estados Unidos, participará da cerimônia e expressou seu desejo de que seus pais e outra irmã estivessem presentes.
Bergson foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFC em 1967 e foi preso no 30º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes) em 1968. Após sua detenção, ele foi expulso da universidade com base no Decreto-Lei nº 477, que proibia a organização estudantil. A cerimônia de entrega do diploma representa um reconhecimento tardio de sua luta por justiça social.
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