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Aumento da hostilidade contra ucranianos preocupa refugiados na Polônia

A hostilidade contra ucranianos na Polônia cresce, com relatos de bullying e desinformação em meio a eleições polarizadoras.

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Svitlana, uma mãe ucraniana, conta que sua filha adorava a escola na Polônia, mas a situação mudou. Recentemente, a menina sofreu bullying e foi chamada para voltar à Ucrânia por um colega. Svitlana ficou chocada com a mudança de atitude em relação aos ucranianos, que agora enfrentam abusos em transportes públicos e nas escolas. Ela notou que algumas pessoas no trabalho também falam mal dos ucranianos, e muitos amigos dela querem voltar para casa por não se sentirem aceitos. Apesar de a Polônia ter acolhido milhões de refugiados no início da invasão da Ucrânia, pesquisas mostram que a aceitação está diminuindo. Um estudo recente revelou que apenas 50% dos poloneses apoiam a aceitação de refugiados ucranianos, uma queda significativa em relação a dois anos atrás. A situação se agrava com a campanha eleitoral polarizada, onde candidatos de extrema direita fazem discursos anti-ucranianos. Além disso, há um aumento da desinformação que culpa os ucranianos por problemas no país, o que tem influenciado a opinião pública.

Desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Polônia recebeu milhões de refugiados ucranianos, promovendo um clima de solidariedade. No entanto, recentemente, a hostilidade contra ucranianos aumentou, com relatos de bullying em escolas e abusos em transportes públicos. Essa mudança coincide com uma campanha eleitoral polarizadora e crescente desinformação.

Svitlana, uma mãe ucraniana, relatou que sua filha, que antes adorava a escola, agora enfrenta hostilidade. “Um menino disse para ela voltar para a Ucrânia”, contou Svitlana, que preferiu não revelar seu nome verdadeiro por medo de represálias. Outros ucranianos também relataram experiências semelhantes, com abusos em transportes e bullying nas escolas.

A ativista Natalia Panchenko, da fundação “Stand with Ukraine”, afirmou que, embora muitos poloneses ainda apoiem os ucranianos, o aumento do abuso online e na vida real é preocupante. Segundo ela, muitos refugiados estão traumatizados, enfrentando a dor da guerra enquanto lidam com a hostilidade em seu novo lar.

Pesquisas indicam que a opinião pública polonesa sobre os ucranianos está se deteriorando. Um levantamento de março de 2025 mostrou que apenas cinquenta por cento dos poloneses apoiam a aceitação de refugiados ucranianos, uma queda significativa em relação a dois anos atrás, quando esse número era de oitenta e um por cento.

A situação se agrava com a polarização política. Candidatos de extrema direita, como Slawomir Mentzen, promovem discursos anti-ucranianos, enquanto outros, como Rafal Trzaskowski, tentam equilibrar suas posições para atrair eleitores centristas. A desinformação, frequentemente originada em canais de Telegram de língua russa, alimenta a hostilidade, com narrativas que acusam os ucranianos de roubar recursos e desrespeitar os poloneses.

A crescente tensão e a desinformação têm gerado um ambiente de medo entre os ucranianos na Polônia, que agora se sentem menos bem-vindos em um país que antes os acolheu com tanta generosidade.

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