Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, disse em entrevista que, se voltar ao governo, não terá tantos ministros militares. Ele afirmou que só colocaria militares no Gabinete de Segurança Institucional e que preferiria ministros com experiência política. Bolsonaro também comentou que sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) seria diferente e que não ofenderia mais o ministro Alexandre de Moraes, como fez em 2021. Atualmente, ele está inelegível até 2030 por condenações relacionadas a abuso de poder. Durante seu governo, a presença militar nos ministérios foi alta, com oito dos 22 ministérios ocupados por militares, a maior quantidade desde a ditadura.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou em entrevista ao UOL que, em um possível novo governo, não incluiria tantos ministros militares. Ele afirmou que a prioridade seria para ministros com experiência política. “Se hoje eu voltasse, militar só no GSI [Gabinete de Segurança Institucional], nem na Defesa eu botaria militar”, disse.
Bolsonaro comparou a atuação de dois chefes da Casa Civil durante seu governo: Braga Netto e Ciro Nogueira. Segundo ele, Braga Netto não tinha habilidade para dialogar com outros políticos. O ex-presidente também comentou que sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) seria diferente. “Tem que ter relacionamento com o STF e ponto final, por mais que temos arestas com alguns”, afirmou.
Além disso, Bolsonaro disse que não repetiria ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, como fez em um ato em sete de setembro de dois mil e vinte e um. “Não falaria aquilo de novo. Não, foi um desabafo, não falaria mais isso aí”, declarou.
Atualmente, Bolsonaro está inelegível até dois mil e trinta devido a condenações por abuso de poder político e econômico. Ele não pode concorrer nas próximas eleições e ainda hesita em indicar um sucessor. Durante seu governo, oito dos 22 ministérios eram ocupados por militares, a maior proporção desde a ditadura.
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