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Desembargadora pede transparência em investigação sobre uso indevido de carro oficial

Desembargadora pede transparência em investigação sobre uso indevido de carro oficial; presidente do TJ-SP nega sigilo na apuração.

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A desembargadora Maria Lúcia Pizzotti pediu ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Fernando Antonio Torres Garcia, para acabar com o sigilo sobre a investigação de um carro oficial que foi usado para levar um torcedor ao estádio. Ela quer saber quem quebrou as regras e que o caso seja tratado de forma pública, já que usar um carro oficial para esse tipo de situação é considerado antiético. Torres Garcia respondeu que a investigação nunca foi sigilosa e que já estão sendo tomadas medidas para identificar os envolvidos. O tribunal confirmou que o carro estava à disposição do desembargador Enio Santarelli Zulliani, que é mencionado no caso. Pizzotti, que é conhecida por contestar ações dentro do tribunal, destacou a importância de investigar esses casos de forma transparente, citando que atitudes como essa prejudicam a imagem da justiça.

A desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pediu a revogação do sigilo sobre a investigação que apura o uso indevido de um carro oficial para transportar um torcedor ao estádio do Morumbi. O pedido foi feito em 12 de maio de 2025, após a divulgação do caso pela imprensa.

O presidente do TJ-SP, Fernando Antonio Torres Garcia, respondeu que a apuração nunca tramitou sob sigilo. Ele afirmou que já foram adotadas medidas para identificar os envolvidos no incidente. A viatura em questão estava à disposição do desembargador Enio Santarelli Zulliani no momento do ocorrido.

Pizzotti destacou a gravidade do uso de um carro oficial para fins pessoais, afirmando que tal atitude é “repreensível” e “antiética”. Ela argumentou que o sigilo em apurações envolvendo magistrados protege apenas os infratores, enquanto a sociedade fica desprotegida. A desembargadora também mencionou a necessidade de coragem para investigar casos envolvendo colegas de tribunal.

A magistrada, conhecida por sua postura crítica, já havia levantado questões sobre a conduta de outros membros do tribunal em ocasiões anteriores. O TJ-SP informou que a investigação está em andamento e que a transparência é fundamental para a credibilidade da Justiça.

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