A greve dos auditores da Receita Federal, que começou em 26 de novembro, já dura 170 dias e continua sem acordo após a primeira reunião com o Ministério da Gestão e Inovação. O governo apresentou algumas ideias, mas não fez propostas concretas, o que deixou os sindicatos desapontados. Os auditores pedem um aumento no salário básico, que não muda desde 2016, exceto por um aumento de 9% em 2023. Metade dos auditores está em greve, e aqueles que trabalham na fiscalização aduaneira estão fazendo uma operação padrão, o que causa atrasos na liberação de cargas. A situação está afetando o fluxo de importação e exportação no Brasil, com algumas remessas enfrentando retenções de até 14 dias. Além disso, a greve pode impactar a arrecadação do governo, já que há negociações fiscais que dependem do trabalho dos auditores.
Os auditores da Receita Federal mantêm a greve iniciada em 26 de novembro, que já dura 170 dias, após a primeira reunião com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) terminar sem acordo. A categoria reivindica um reajuste no vencimento básico, que permanece inalterado desde 2016, exceto por um aumento de 9% em 2023.
Durante o encontro, o governo apresentou apenas premissas para uma possível proposta, o que gerou insatisfação entre os sindicatos. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) classificou a reunião como frustrante, afirmando que não houve avanço nas negociações. O MGI informou que as demandas dos sindicatos foram ouvidas e que aguarda um retorno até sexta-feira para dar continuidade ao diálogo.
Cerca de cinquenta por cento dos auditores estão em greve, e aqueles responsáveis pela fiscalização aduaneira realizam uma operação padrão, resultando em atrasos significativos na liberação de cargas. A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (Abraec) relatou que a liberação de cargas não essenciais pode levar até 14 dias, impactando o fluxo de importação e exportação no Brasil.
Além disso, o Sindifisco destacou que a paralisação afeta a arrecadação tributária, com cerca de R$ 14,6 bilhões em negociações de dívidas fiscais pendentes. A entidade enfatizou que a greve compromete a capacidade do governo de cumprir metas fiscais, refletindo na obtenção de recursos essenciais.
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