A Polícia Federal realizou uma operação para desmantelar um grupo que fraudava contas digitais na plataforma gov.br. Os criminosos usavam técnicas de alteração facial para enganar a autenticação biométrica e acessar informações pessoais e serviços públicos das vítimas. A operação ocorreu em nove estados e resultou em cinco mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Até agora, três pessoas foram presas e duas estão foragidas. A PF suspeita que cerca de 3.000 contas tenham sido comprometidas. Os envolvidos podem ser acusados de invasão de dispositivo informático e associação criminosa. O grupo explorava contas de pessoas falecidas e também de pessoas vivas para obter empréstimos e acessar valores do Banco Central. A investigação começou após denúncias do Ministério da Gestão, que identificou contas invadidas.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de terça-feira (13), uma operação contra um grupo suspeito de fraudar contas digitais na plataforma gov.br. Os criminosos utilizavam técnicas avançadas de alteração facial para burlar sistemas de autenticação biométrica. A ação abrangeu nove estados, com o cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão.
Até o momento, três pessoas foram presas e duas permanecem foragidas. As investigações indicam que o grupo pode ter acessado cerca de três mil contas na plataforma, que é crucial para serviços públicos e informações pessoais. A PF recebeu denúncias do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que identificou a invasão de seis contas.
Modus Operandi
Os suspeitos simulavam traços faciais de terceiros para obter acesso indevido às contas digitais, permitindo a exploração de dados sensíveis e a realização de operações em nome das vítimas. O grupo atuava em duas frentes principais: acessando contas de pessoas falecidas para resgatar valores do Banco Central e utilizando contas de pessoas vivas para solicitar empréstimos consignados via aplicativo Meu INSS.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada e associação criminosa. A PF destacou que o sistema de segurança da plataforma inclui checagens de informações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e carteiras de habilitação, mas os criminosos conseguiram enganar a tecnologia de verificação de vivacidade, conhecida como “liveness”.
Consequências e Recomendações
A operação visa desarticular o esquema e identificar outros possíveis integrantes da quadrilha. A PF orienta os usuários do gov.br a monitorarem suas contas e a reportarem acessos não autorizados. A investigação continua em andamento para apurar a extensão da fraude e os possíveis prejuízos causados às vítimas.
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