O senador Cleitinho Azevedo, que pode ser candidato ao governo de Minas Gerais, apoiou o vereador Vile como possível candidato ao Senado em 2026. Durante uma visita de parlamentares do Partido Liberal ao Senado, Cleitinho elogiou Vile e o convidou a se candidatar. Ele lidera as intenções de voto para o governo estadual, com 33%, enquanto o candidato indicado pelo governador Romeu Zema, Mateus Simões, tem apenas 4%. A relação de Cleitinho com o PL se fortalece em um momento em que o partido se distanciou do governo mineiro. Cleitinho e o deputado Bruno Engler, que também é seu aliado, têm uma história de apoio mútuo. Apesar de sua popularidade, alguns aliados duvidam que Cleitinho seja a melhor escolha para o Executivo, acreditando que seu estilo combativo se encaixa mais no Legislativo. A direita em Minas está dividida, com Cleitinho buscando apoio da base bolsonarista, enquanto Simões tenta unir a base governista. A esquerda também está tentando convencer Rodrigo Pacheco a entrar na disputa, mas ele ainda não se manifestou sobre isso.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) se destacou ao declarar apoio ao vereador Vile (PL) como candidato ao Senado em 2026. A declaração ocorreu durante uma visita de parlamentares do Partido Liberal ao Senado, nesta quinta-feira (15). Cleitinho, que é cotado como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, elogiou Vile, chamando-o de “o melhor vereador do Brasil”.
Cleitinho formalizou o convite para que Vile se candidate ao Senado, ressaltando suas qualidades como parlamentar. O apoio é visto como uma movimentação estratégica de Cleitinho em direção ao bolsonarismo, enquanto ele lidera as intenções de voto para o governo estadual, com 33% segundo a pesquisa Quaest. O vice-governador Mateus Simões (Novo), indicado por Romeu Zema, aparece com apenas 4%.
Divisão na Direita Mineira
A aproximação de Cleitinho com o PL ocorre em um contexto de divisão na direita mineira. A bancada do PL na Assembleia Legislativa deixou a base aliada do governo em fevereiro, e Bruno Engler, amigo de Cleitinho, lidera a nova bancada independente. Cleitinho e Engler têm um histórico de apoio mútuo, como na eleição municipal de Belo Horizonte.
Enquanto isso, a candidatura de Cleitinho ao governo é vista com ceticismo por alguns aliados, que acreditam que seu perfil combativo se encaixa melhor no Legislativo. A direita mineira está dividida, com Cleitinho buscando consolidar sua imagem como candidato popular e próximo da base bolsonarista, enquanto Simões tenta unificar a base governista com o apoio de Zema.
A indefinição de Cleitinho e a falta de um nome forte da centro-esquerda favorecem, por enquanto, o vice-governador. A esquerda em Minas tenta convencer o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), a entrar na disputa, mas até o momento ele não confirmou sua intenção de concorrer.
Entre na conversa da comunidade