O deputado federal Guilherme Boulos, do PSOL, pode ser nomeado para a Secretaria-Geral da Presidência, substituindo Márcio Macêdo. Essa mudança, no entanto, exigiria que Boulos desistisse de sua candidatura nas eleições de 2026, o que gera resistência dentro do partido. O PSOL está dividido entre apoiar o governo Lula ou manter sua independência. Boulos, que é visto como um líder importante, já teve conversas com Lula sobre o cargo, mas ainda não houve um convite formal. A decisão deve ser tomada após o retorno de Lula de uma viagem ao exterior. Se Boulos aceitar, isso pode aumentar as tensões internas no PSOL, onde há um grupo que apoia a aproximação com o governo e outro que critica essa estratégia. A ala favorável acredita que a colaboração com o governo é essencial para combater a extrema-direita, enquanto a ala opositora defende uma postura mais crítica e autônoma. Boulos foi o deputado mais votado de São Paulo em 2022 e sua saída da corrida eleitoral poderia prejudicar o PSOL, que precisa superar a cláusula de barreira.
A possível nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Secretaria-Geral da Presidência da República pode intensificar as divisões internas no PSOL. O convite, que ainda não foi formalizado, foi discutido entre Boulos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de abril, no Palácio da Alvorada.
Caso aceite o cargo, Boulos terá que renunciar à candidatura em 2026, o que gera resistência no partido. Ele foi o deputado mais votado de São Paulo nas eleições de 2022, com mais de 1 milhão de votos, e sua saída da disputa pode impactar o PSOL, que busca superar a cláusula de barreira.
A direção do PSOL vê a possível nomeação como uma oportunidade de fortalecer o diálogo com movimentos sociais, uma vez que a Secretaria-Geral é responsável por essa articulação. No entanto, há um racha no partido entre os que defendem a aproximação com o governo e aqueles que criticam o que chamam de “adesismo”.
Tensão Interna
O grupo majoritário, liderado por Boulos, apoia a aliança com o governo, enquanto a ala minoritária, que inclui figuras como Glauber Braga e Fernanda Melchionna, defende uma postura mais autônoma. Eles argumentam que a relação com o governo deve permitir críticas e não ser irrestrita.
A tensão aumentou após a exoneração de David Deccache da liderança do partido, que criticou a política econômica do governo. O clima interno esfriou temporariamente devido à mobilização em defesa de Braga, que enfrenta um processo de cassação.
Boulos, que acompanha Lula em eventos internacionais, deve ter sua decisão sobre o convite analisada após o retorno do presidente ao Brasil. A situação continua a evoluir, refletindo as complexidades da relação entre o PSOL e o governo Lula.
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