O Partido Novo entrou com uma Ação Popular para contestar a nomeação do ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, conhecido como Waguinho, para ser diretor-presidente da PortosRio. O partido alega que essa nomeação viola a Lei das Estatais, que proíbe a indicação de ex-dirigentes partidários a cargos em empresas públicas antes de um período de 36 meses. Waguinho presidiu o Republicanos no Rio até recentemente e, segundo o Novo, essa lei existe para evitar a influência política nas empresas públicas. Waguinho, por sua vez, afirma que sua presidência no partido foi temporária e questiona a legalidade da objeção. A indicação dele é vista como um reconhecimento do presidente Lula, que busca apoio na Baixada Fluminense, onde teve dificuldades nas últimas eleições. No entanto, a nomeação gera desconforto no PT, especialmente por causa da ligação de Waguinho com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e figura central no impeachment de Dilma Rousseff.
O Partido Novo protocolou uma Ação Popular para contestar a nomeação do ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, conhecido como Waguinho, para o cargo de diretor-presidente da PortosRio. O convite foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e gerou críticas por suposta violação da Lei das Estatais, que proíbe a indicação de ex-dirigentes partidários a cargos em estatais antes de um período de quarentena de 36 meses.
O ex-prefeito presidiu a direção estadual do Republicanos até recentemente. O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a nomeação fere a legislação que visa proteger as empresas públicas da interferência política. A Associação Brasileira de Usuários de Portos, Transportes e Logística também contestou a indicação, utilizando argumentos semelhantes.
Controvérsias e Apoios
Waguinho, que se apresenta como um aliado próximo de Lula, argumenta que sua presidência no Republicanos foi apenas provisória, questionando a validade do impedimento legal. A articulação para sua nomeação teria sido iniciada pelo próprio presidente, com apoio do ministro Silvio Costa Filho e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A expectativa é que Waguinho ajude na reestruturação do Porto do Rio, um projeto considerado estratégico pelo governo.
Entretanto, a proximidade de Waguinho com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e figura central no impeachment de Dilma Rousseff, gera desconforto entre membros do PT. A nomeação é vista como um gesto político para fortalecer a base de apoio de Lula na Baixada Fluminense, onde enfrentou resistência nas eleições de 2022.
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