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Corinthians é investigado por desvio de R$ 1 milhão para empresa ligada ao PCC

Relatório da Polícia Civil revela que R$ 1,4 milhão do patrocínio do Corinthians à VaideBet foi desviado para empresas ligadas ao PCC.

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Um relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou que parte do dinheiro de um patrocínio do Corinthians à casa de apostas VaideBet foi desviado para empresas ligadas ao crime organizado, incluindo a UJ Football, que tem conexões com o PCC. O documento aponta que R$ 1,4 milhão, que deveria ser destinado ao clube, foi transferido para contas de intermediários, culminando na UJ Football. A investigação começou após a delação de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, um empresário assassinado, que mencionou a UJ Football como um dos braços do PCC no futebol. O Corinthians afirmou que é vítima nesse esquema e que não controla o uso do dinheiro por terceiros. O presidente do clube, Augusto Melo, enfrenta um processo de impeachment devido a essas irregularidades.

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou que R$ 1,4 milhão do patrocínio do Corinthians à casa de apostas VaideBet foi desviado para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação aponta que a empresa UJ Football Talent Intermediação, associada ao crime organizado, recebeu R$ 1.074.150 desse montante.

Os repasses ocorreram por meio da empresa Rede Social Media Design, de Alex Cassundé, que intermediou o contrato entre o Corinthians e a VaideBet. A Polícia Civil identificou que a Rede Social Media recebeu R$ 1,4 milhão em comissões, que foram transferidos para a Neoway Soluções Integradas, uma empresa considerada “fantasma” e registrada em nome de uma laranja.

Desdobramentos da Investigação

Após os repasses, a Neoway transferiu R$ 1 milhão para a Wave Intermediações e Tecnologia, que, por sua vez, fez três transferências totalizando R$ 874.150 para a UJ Football. A investigação, liderada pelo delegado Tiago Fernando Correia, concluiu que o Corinthians foi vítima de um esquema de lavagem de dinheiro, onde os valores foram “pulverizados” em diversas transações para dificultar o rastreamento.

O presidente do Corinthians, Augusto Melo, enfrenta um processo de impeachment devido a esse caso. O clube se manifestou, afirmando que é vítima das circunstâncias e que não tem controle sobre o que terceiros fazem com os valores recebidos. A nota oficial destaca que não há evidências de autoria relacionadas aos fatos mencionados.

Contexto do Patrocínio

O contrato com a VaideBet, firmado em janeiro de 2024, previa um total de R$ 360 milhões em três anos. No entanto, a relação com a casa de apostas foi encerrada em junho de 2024, após a divulgação das irregularidades. O caso levanta preocupações sobre a influência do crime organizado no futebol brasileiro e a necessidade de maior transparência nas transações financeiras do esporte.

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